- Datafolha aponta desaprovação ao governo Lula em 38% e aprovação em 32%, com 28% achando regular e 1% sem resposta; a diferença entre os índices diminuiu nas últimas semanas.
- A aprovação pessoal de Lula é de 48% e a desaprovação também de 48%, com 3% não sabem/não responderam.
- Ouvida de 2.004 pessoas em 139 cidades entre 20 e 21 de maio, com margem de erro de 2 pontos percentuais e 95% de confiança; registro no TSE é BR-07489/2026.
- Os números coincidem com lançamentos oficiais de pacotes de estímulo econômico, como o Desenrola 2.0, crédito para motoristas de aplicativos e taxistas, além da inflação e dos preços de combustíveis.
- Sobre o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, áudios divulgados pela Intercept exibem pedido de 134 milhões a Vorcaro (61 milhões pagos); 88% dos eleitores de Flávio defendem que ele permaneça na disputa, 72% conhecem as conversas e 73% confiam nele.
O Datafolha aponta que a desaprovação ao governo de Lula continua maior que a aprovação. Na rodada divulgada neste sábado, 38% avaliam a gestão como ruim ou péssima, ante 32% que a veem como ótimo ou bom. A soma de regular é 28%.
A distância entre posições negativas e positivas diminuiu nas últimas semanas, apesar de manter o cenário de quase metade da população insatisfeita com a administração. Outros 1% não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades entre 20 e 21 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07489/2026.
No retrato da aprovação pessoal, Lula apresenta empate técnico entre aprovação e desaprovação: 48% aprovam, 48% desaprovam, e 3% não sabem/não responderam. O início do mês trazia 45% de aprovação e 51% de desaprovação.
A realização ocorre em meio a pacotes de incentivo econômico, como o Desenrola 2.0, crédito para motoristas de aplicativo e de táxis, entre outras medidas. O ambiente é impactado por inflação e alta de combustíveis, reflexos da conjuntura internacional.
Contexto político e repercussões
A rodada foi a primeira após a divulgação de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os áudios relatam pedido de recursos para financiar um filme sobre Bolsonaro, no valor de cerca de 134 milhões de reais, com 61 milhões efetivamente pagos.
Mesmo com a repercussão, a base de apoio a Flávio Bolsonaro se manteve estável, segundo o Datafolha. A pesquisa indica que 88% dos eleitores do senador defendem que ele siga na disputa presidencial de 2026.
A sondagem aponta ainda que 72% dos apoiadores de Flávio tinham conhecimento das conversas divulgadas, acima dos 64% entre o eleitorado como um todo. Contudo, 73% afirmaram manter a confiança no senador após as revelações.
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