- A Corte de Cassação italiana anulou a sentença de extradição de Carla Zambelli e determinou sua imediata liberação; ela deixou a penitenciária feminina de Rebibbiana na noite de ontem.
- O embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca, afirmou que o governo aguardará a publicação da motivação da Corte para se pronunciar.
- A motivação da decisão deve ser publicada nos próximos dias; uma das hipóteses é que o argumento sobre as condições do sistema carcerário brasileiro tenha influenciado a mudança de entendimento.
- O governo brasileiro já havia enviado aos escritórios da Corte garantias formais sobre o tratamento que Zambelli receberia caso extraditada; esse despacho não era uma ordem de execução imediata da extradição.
- A decisão é vista como alívio para o governo italiano; o deputado Angelo Bonelli destacou que, apesar de respeitar a sentença, o caso não apaga os fatos e que a decisão não deve afetar as relações bilaterais.
O embaixador brasileiro em Roma, Renato Mosca, informou que o governo do Brasil aguardará a publicação da motivação da Corte de Cassação italiana para se pronunciar sobre a libertação de Carla Zambelli. A decisão ocorreu um dia após a Corte anular a sentença de extradição ao Brasil.
Zambelli deixou a penitenciária feminina de Rebibbiana na noite de terça-feira. Ela está em Roma com o marido, Aginaldo, e com o pai, João Helio, segundo apuração da reportagem. O liberamento ocorreu após a Corte de Cassação anular a sentença de extradição.
A motivação do tribunal deve ser divulgada nos próximos dias. Enquanto isso, Mosca afirmou que a mudança de entendimento do tribunal surpreende e está sob avaliação para entender os fundamentos da decisão. O embaixador já havia informado que o governo enviou garantias formais sobre o tratamento que a brasileira receberia.
As condições do sistema carcerário brasileiro foram apontadas por defensores de Zambelli como um fator relevante na mudança de posição. Os advogados de defesa destacaram esse tema durante a audiência, sustentando que influenciaria a decisão final. O embaixador ressaltou que aguarda os argumentos completos para interpretar o caso.
A decisão é vista como um alívio político para o governo italiano, segundo Angelo Bonelli, deputado do Europa Verde. Bonelli reconheceu a sentença, mas destacou que a extradição poderia ter ficado a cargo do governo italiano se a cassação mantivesse o ocorrido. Ele destacou ainda que a decisão não apaga os fatos cometidos anteriormente.
Bonelli também disse que a resolução, por ser proferida por um órgão autônomo do poder executivo, não deve impactar as relações bilaterais entre Brasil e Itália. Contudo, ressaltou preocupação com eventual instrumentalização política da decisão no Brasil, citando o contexto eleitoral.
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