- Em agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao governador em exercício, Ricardo Couto, que “prenda todos os ladrões” e afirmou que milícias não devem governar o estado.
- O discurso reforça uma posição mais dura de Lula diante da criminalidade, tema-chave da campanha de 2026.
- Lula associou crises políticas recentes do estado à infiltração de quadrilhas em estruturas do poder público, citando casos envolvendo ex-governadores.
- O momento coincidiu com elogios às decisões do STF que afastaram aliados de Cláudio Castro, favorecendo a reorganização do governo fluminense.
- A estratégia busca vincular o governo interino do RJ a uma agenda de combate à corrupção e ao crime organizado, tentando rebater críticas de leniência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Rio de Janeiro neste sábado, 23, para reforçar a linha de combate ao crime organizado. Em tom firme, ele pediu ao governador em exercício Ricardo Couto que concentre esforços na prisão de criminosos que, segundo ele, contribuíram para a degradação política local.
Durante agenda oficial, Lula afirmou que a gestão estadual não pode se apoiar em obras superficiais, mas sim em ações para prender ladrões e membros de milícias. A fala destacou a necessidade de mudanças profundas no combate à criminalidade no estado.
O discurso ocorre em meio a crises políticas que envolveram governadores do Rio e críticas à atuação de facções no poder público. Lula ligou o histórico recente de tensões com o passado de aliados investigados, reforçando a visão de endurecimento contra organizações criminosas.
Contexto político no Rio de Janeiro
A presença de Lula coincide com a ascensão de um governo interino no estado, assumido em meio a tensões institucionais conduzidas pelo STF. O presidente elogiou decisões judiciais que afastaram aliados do ex-governador Cláudio Castro e reforçaram a reorganização do poder local.
A mobilização de Lula visa associar o momento político do Rio a uma agenda de combate à corrupção e às facções, ampliando a percepção de atuação firme contra a criminalidade. O tom do discurso também busca responder a críticas da oposição sobre suposta leniência com organizações criminosas.
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