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Padilha, com Lula, chama Flávio de poderoso chefão dos hospitais do RJ

Padilha acusa Flávio Bolsonaro de permitir domínio de milícias sobre hospitais federais do Rio e de fechar UTIs na pandemia

O ministro Alexandre Padilha posa para fotos em um ônibus de saúde durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). Foto: Daniel Ramalho / AFP
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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acusa o senador Flávio Bolsonaro de permitir que hospitais federais e institutos de saúde no Rio de Janeiro fossem controlados por milícias durante o governo de Jair Bolsonaro.
  • Padilha chamou Flávio de “Bolsonarinho” e afirmou que havia um “poderoso chefão” dos hospitais federais do Rio, responsável por indicar cargos, diretores e contratos.
  • Ele citou o hospital Cardoso Fontes, afirmando que, ao Ministério da Saúde ter entrado na instituição, enfermeiros e médicos relataram exigência de pedágio para usar o estacionamento, supostamente entregue à milícia.
  • A declaração ocorreu durante a inauguração da sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias, com a presença de Lula e autoridades do Rio.
  • Padilha ainda disse que Flávio foi responsável pelo fechamento de UTIs na pandemia; a Carta Capital tentou ouvir o senador, sem resposta até o fechamento desta matéria.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez uma acusação grave contra o senador Flávio Bolsonaro, a quem chamou de Bolsonarinho. Segundo Padilha, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve entregas de hospitais públicos e institutos federais de saúde ao controle de milícias no Rio de Janeiro. A fala foi proferida na cerimônia de inauguração de instalações da Fiocruz e do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias.

De acordo com o ministro, houve um esquema de influência na indicação de diretores, contratos e na gestão de instituições de saúde federais no estado. Ele citou um caso específico no hospital Cardoso Fontes, afirmando que, na época, profissionais de saúde relatavam exigência de pagamentos para utilizar o estacionamento, sugerindo entregas à milícia. Padilha associou essas ações a um suposto eixo de poder durante o governo anterior.

Declarações durante a cerimônia em Fiocruz

O evento contou com a participação do presidente Lula, do governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, além de parlamentares e autoridades. Padilha reiterou que houve fechamento de UTIs durante a pandemia, atribuindo a responsabilidade a Flávio Bolsonaro. A fala foi divulgada pela imprensa, e a assessoria do senador não respondeu até o fechamento desta matéria.

A Carta Capital buscou posicionamento oficial junto ao gabinete de Flávio Bolsonaro por meio de e-mails e contatos telefônicos, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.

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