- Erika Hilton (PSOL-SP) chamou de manobra covarde a defesa da implantação imediata da escala 4×3 pela oposição.
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que a medida deveria entrar em vigor já para mostrar a suposta incompetência do governo.
- Hilton afirmou ao UOL que a nova posição é tentativa de desviar da resistência à 4×3 e de “limpar a própria barra” diante de acusações de corrupção.
- O último formato apresentado no relatório a ser votado hoje é a 6×1, com possibilidade de mudança caso a oposição apresente destaque pela 4×3.
- Datafolha aponta que 70% da população é favorável ao fim da jornada 6×1.
Ontem, o líder do PL defendeu que a implantação da escala 4×3 seja feita já, antes das eleições, para evidenciar críticas ao governo. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) rebateu a posição com a avaliação de que o movimento é uma manobra para atrasar a atual agenda de 6×1.
Hilton afirmou ao UOL que a oposição, há tempos contrária à 4×3, estaria buscando se limpar diante de denúncias de corrupção, apresentando uma mudança simbólica que, na prática, seria inviável do dia para a noite. Ela classificou a atitude como desonesta e oportunista.
Para o oposicionista Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a ideia é avançar com a mudança antes da eleição, defendendo que trabalhadores devem ter menos dias de jornada e mais tempo com a família. Ele afirmou que pretende apresentar um destaque de preferência para votar a 4×3.
O debate ocorre em meio a pesquisas que apontam apoio significativo à extinção da jornada 6×1. Dados do Datafolha indicam aprovação de cerca de 70% da população para término dessa escala, fortalecendo a pressão sobre a Câmara para definir o formato definitivo.
O tema ganha relevância conforme deputados avaliam a melhor forma de equilibrar dias trabalhados e de descanso. O relatório em tramitação prevê, inicialmente, o formato atual, com possibilidade de alterações via destaques, dependendo do plenário.
Ainda não há consenso sobre o caminho legislativo a seguir. A discussão envolve questões políticas, técnicas e sociais, com foco na viabilidade de implementação imediata versus etapas graduais. O desfecho depende de votações que ainda vão ocorrer na Casa.
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