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Votos de deputados na comissão que aprovou o fim da escala 6×1

Comissão aprova fim da escala 6x1 com 34 votos a favor e 4 contra; PEC segue para plenário e prevê redução gradual de quarenta e quatro para quarenta horas semanais em quatorze meses

Comissão especial da Câmara dos Deputados aprova relatório da PEC do fim da escala 6x1
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  • A comissão especial aprovou o parecer sobre a PEC do fim da escala 6×1, com 34 votos a favor e 4 contra, e o texto segue para votação em dois turnos no plenário.
  • A favor da extinção da escala houve apoio de deputados de vários partidos; quatro parlamentares votaram contra.
  • A oposição pode apresentar a PEC da Hora Trabalhada, que propõe pagamento por hora trabalhada e negociação individual entre empregador e empregado.
  • A transição da jornada será em quatorze meses: primeiro reduz para 43 horas semanais 60 dias após a promulgação, depois chega a 40 horas em doze meses, com dois dias de folga remunerada por semana (um deles, preferencialmente aos domingos).
  • As regras serão definidas por acordo coletivo entre empresas e categorias, desde que não haja corte de salários; mudanças dependem de convenções coletivas e respeitam o descanso legal.

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou hoje o parecer do deputado Leo Prates, do Republicanos da Bahia, pela PEC que encerra a escala 6×1. O resultado foi de 34 votos a favor e 4 contrários. O texto segue para votação em dois turnos no plenário. A oposição trabalha com a possibilidade de uma manobra, chamada PEC da Hora Trabalhada, que negocia pagamento por hora e acordos entre empregador e trabalhador.

O acordo aprova a redução gradual da jornada, com transição prevista para 14 meses. O objetivo é reduzir a carga semanal de 44 para 40 horas, em etapas. O relator mantém a possibilidade de folga remunerada de dois dias por semana, com um dia, preferencialmente, aos domingos.

Votos e próximos passos

A seguir, os parlamentares que votaram pela aprovação da escala 6×1:

  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Alfredinho (PT-SP)
  • Any Ortiz (PP-RS)
  • Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ)
  • Carlos Zarattini (PT-SP)
  • Cleber Verde (MDB-MA)
  • Daiana Santos (PCdoB-RS)
  • Dani Cunha (PL-RJ)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  • Duarte Jr. (Avante-MA)
  • Erika Hilton (PSOL-SP)
  • Geraldo Resende (União-MS)
  • Glaustin da Fokus (Podemos-GO)
  • José Rocha (União-BA)
  • Julio Lopes (PP-RJ)
  • Leonardo Monteiro (PT-MG)
  • Leo Prates (Republicanos-BA)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Luiz Carlos Motta (PL-SP)
  • Luiz Gastão (PSD-CE)
  • Marcelo Queiroz (PSDB-RJ)
  • Maria do Rosario (PT-RS)
  • Mauro Benevides Filho (União-CE)
  • Max Lemos (União-RJ)
  • Paulinho da Força (Solidariedade-SP)
  • Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
  • Pedro Westphalen (PP-RS)
  • Rafael Brito (MDB-AL)
  • Reginaldo Lopes (PT-MG)
  • Roberto Duarte (Republicanos-AC)
  • Rodrigo da Zaeli (PL-MT)
  • Saullo Vianna (MDB-AM)
  • Sidney Leite (PSD-AM)
  • Tulio Gadêlha (PSD-PE)

Já os parlamentares que votaram contra a proposta:

  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Osmar Terra (PL-RS)

Ponto a ponto sobre o calendário e regras

A PEC entrou na pauta da sessão matutina, marcada para acelerar prazos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), realizou uma sessão de menos de dez minutos às 8h, segundo a imprensa.

Segundo o texto, a jornada começaria a reduzir 60 dias após a promulgação, indo de 44 para 43 horas semanais. Em 12 meses, o limite passa a 40 horas semanais, consolidando a transição ao longo de 14 meses.

A proposta prevê que as regras sejam definidas por meio de acordos coletivos. Empresas e categorias podem negociar a distribuição das horas, desde que preserve o descanso legal. O texto proíbe redução de salários durante a transição.

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