- Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas; a medida entra em vigor em 5 de junho.
- O assessor especial para assuntos internacionais de Lula, Celso Amorim, disse que segurança é tema nacional, cooperação internacional é bem-vinda, mas intervenção é inaceitável.
- Amorim afirmou que equiparar crime organizado a terrorismo não ajuda e que é essencial entender motivações; o Brasil continuará investindo em defesa.
- O anúncio ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que sinalizou apoio à classificação.
- Governo Lula temia ações mais duras dos EUA; especialistas lembram que a legislação brasileira já prevê penas mais severas que a lei antiterrorismo.
O governo dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi anunciada pelo Departamento de Estado norte-americano e entra em vigor a partir de 5 de junho.
O assessor especial para assuntos internacionais do presidente Lula, Celso Amorim, afirmou que o Brasil combate o crime organizado, mas tratou a segurança como questão nacional. Ele disse que cooperação internacional é bem-vinda, porém intervenção externa é inaceitável.
Antes do anúncio, Amorim disse em um debate sobre segurança que classificar facções como terroristas não ajuda a efetivar a luta contra o crime. O governo reforçou que investe em defesa, tecnologia e modernização de equipamentos para dissuadir ameaças.
Classificação e implicações
Segundo o governo americano, PCC e CV são grandes organizações violentas que atuam no Brasil e além de suas fronteiras, com ataques contra policiais, servidores públicos e civis. A designação os coloca entre os SDGTs e FTOs.
A medida também foi acompanhada por declarações de Flávio Bolsonaro, que se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o presidente Trump. Rubio indicou apoio à classificação, citando interesses de segurança nacional.
Nos bastidores, o Planalto avaliou que a designação pode abrir espaço para ações mais duras por parte dos EUA. Especialistas afirmam que a legislação brasileira já prevê penas severas para facções, o que pode influenciar o equilíbrio entre cooperação e soberania.
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