- Cláudio Castro desiste de disputar o Senado para se dedicar à defesa após ações da Polícia Federal ligadas ao Banco Master.
- PF aponta influência política de Castro para que a Rioprevidência investisse cerca de R$ 3,6 bilhões no Banco Master; STF aponta vínculo próximo entre o político e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- A oitava fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, intensifica as investigações sobre o caso.
- A Polícia Federal também investiga a Operação Sem Refino, que envolve possível sonegação para beneficiar a refinaria Refit, com passivo de impostos estimado em R$ 52 bilhões pelo dono Ricardo Magro.
- Castro afirma que não encerra sua vida pública, negando irregularidades e mantendo defesa na justiça; investigações seguem para apurar corrupção passiva, gestão fraudulenta e organização criminosa.
Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro, anunciou nesta quinta-feira (28) que desistiu de disputar o Senado para se dedicar à defesa, após ser alvo de operações da Polícia Federal ligadas ao caso Banco Master. A decisão acontece em meio a investigações que envolvem o político e o entorno do fundo Rioprevidência.
As obras da PF o colocaram no centro de dois esquemas de corrupção e crimes contra o sistema financeiro. A oitava fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF, aponta influência política de Castro para que a Rioprevidência aplicasse cerca de 3,6 bilhões de reais em investimentos de risco no Banco Master. Há relatos de sincronismo entre encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro e os aportes do fundo de servidores.
O STF destacou um vínculo próximo entre o político e o empresário, sugerindo que liberações de investimentos dependiam de alinhamento político. A pressão sobre Castro ganhou intensidade com a Operação Sem Refino, que investiga possível sonegação de impostos para beneficiar a refinaria Refit, ligada ao empresário Ricardo Magro, maior devedor do país.
Segundo a PF, a atuação da gestão estadual, especialmente da Secretaria de Fazenda, teria Operação estruturada para favorecer a Refit. Investigadores apontam um padrão de aproximações pessoais seguidas de decisões administrativas que favorecem grandes grupos econômicos, segundo apuração policial.
Apesar da desistência, Castro afirma que não encerra a vida pública. Ele sustenta que os advogados já apresentaram defesas robustas e que novas petições serão protocoladas para esclarecer os limites da atuação de um governador. Afirmou ainda que a retirada é temporária e visa preservar seu legado.
As investigações permanecem em curso, com apuração de crimes de corrupção passiva, gestão fraudulenta e organização criminosa. O comando da PF e o STF continuam a acompanhar os desdobramentos do caso Banco Master e da relação entre autoridades públicas e o setor financeiro.
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