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PSB lança Márcio França ao Senado por SP e debate proposta com Lula

PSB avança com a candidatura de Márcio França ao Senado por São Paulo e negocia apoio do PT com Lula para viabilizar a chapa

Os ex-ministros do governo Lula Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) — Foto: Montagem g1: Wilson Dias/Agência Brasil e Fernando Donasci/MMA
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  • PSB decidiu lançar Márcio França ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026, decisão tomada na Executiva Nacional em Brasília.
  • O presidente do PSB, João Campos, irá a Brasília conversar com o presidente Lula para tentar garantir o apoio do PT a França, em troca de apoio do PSB a Haddad ao governo de São Paulo.
  • A estratégia ocorre em meio ao impasse sobre a chapa no estado, com disputa pela segunda vaga entre PSB/PSOL-Rede e Marina Silva.
  • Marina Silva recebe apoio do PSOL-Rede e do PDT, mas há resistência interna no PSB a sua candidatura em vez de França.
  • Dirigentes do PSB destacam que França teria maior capilaridade no interior paulista e que a legenda busca consolidar a candidatura própria, aguardando destravar as negociações com Lula.

O PSB decidiu lançar o ex-ministro Márcio França ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante a Executiva Nacional, realizada em Brasília, na última quarta-feira (27). França é visto como opção para uma das vagas na chapa.

O partido informou que o movimento faz parte de uma estratégia para ampliar a bancada. O presidente do PSB, João Campos, vai se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (28) para tentar garantir o apoio do PT a França. Em contrapartida, o PSB apoiaria a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

Mudanças na composição da chapa

O impasse na aliança envolve a segunda vaga ao Senado em SP. Simone Tebet, ministra do Planejamento pelo PSB, é citada como nome consolidado por dirigentes para uma das vagas, em alinhamento com o governo Lula. A disputa pela segunda vaga também envolve a federação PSOL-Rede, que defende Marina Silva como alternativa.

Dirigentes do PSB revelam que existe resistência interna à hipótese de Haddad caso o PT aceite Marina como candidata. Marina Silva, por sua vez, já sinalizou não considerar disputar como suplente. França chegou a afirmar que aceitaria ser suplente de Marina ou de Tebet, em cenário de unidade do campo governista.

Nos últimos dias, o PSOL, Rede e PDT intensificaram articulações para viabilizar o nome de Marina. Ainda não há confirmação sobre como ficará a composição, mesmo com a aproximação entre PSB e PT. A expectativa dentro do PSB é de que a conversa entre Campos e Lula destrave as negociações.

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