- Aliados de Lula enfrentam cenário desfavorável na região Nordeste, onde o PT governa quatro estados e pode ter candidato próprio em cinco, mas a maioria aparece atrás ou empatada nas pesquisas.
- Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) mostrou virada e tirou a liderança de João Campos (PSB); PT pode manter neutralidade de Lula no estado, o que pode influenciar o Palanque.
- Em Alagoas, Renan Filho (MDB) está atrás de João Henrique Caldas (JHC, PSDB) com empate técnico, o que pode depender do desempenho da base do MDB no interior.
- No Maranhão, o vice-candidato Felipe Camarão aparece em terceiro, com potencial crescimento ligado à associação com Lula; no Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT) também fica em terceiro diante de líderes locais.
- Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) lidera numericamente, em empate técnico com ACM Neto (União Brasil); no Ceará, Ciro Gomes (PSDB) aparece empatado com o governador Elmano de Freitas, cenário que dificulta a etapa inicial da campanha.
A pesquisa Datafolha em Pernambuco aponta virada a favor de Raquel Lyra (PSD) contra João Campos (PSB), aumentando o alerta sobre a força de alianças de Lula no Nordeste. O estudo mostra queda de Campos e avanço de Lyra, mesmo com Raquel mantendo vínculos com o presidente. O cenário indica fragilidade de hegemonia lulista na região.
Em Maranhão, o vice-governador Felipe Camarão surge em terceiro, atrás de Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB). A base do governador Carlos Brandão enfrenta divisão interna, o que pode complicar a preparação de uma candidatura competitiva da aliança de Lula.
No Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT) também está em terceiro, com a governadora Fátima Bezerra enfrentando desgaste e rompimento com o vice Walter Alves (MDB). O ex-vice-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), lidera as pesquisas com apoio de oposição.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) lidera, mas com empate técnico em relação a ACM Neto (União Brasil). Em Ceará, Ciro Gomes (PSDB) empata com o governador Elmano de Freitas (PT). A candidatura de Ciro conta com forte apoio oposicionista e com respaldo de Michelle Bolsonaro (PL).
Em Pernambuco, a surpresa foi a desaceleração de João Campos após deixar a prefeitura do Recife, abrindo espaço para a aproximação entre Lula e Raquel Lyra. A coligação entre PT e PSB já foi anunciada, o que pode influenciar o posicionamento do presidente no estado.
Alagoas registra empate técnico entre Renan Filho (MDB) e João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), com vantagem no interior do MDB, que elegeu grande número de prefeitos em 2024. O cenário pode favorecer a campanha interna na região.
Em Paraíba, o governador recém-empossado Lucas Ribeiro (PP) lidera as pesquisas, contando com apoio do PT e potencial apoio de Lula, devido à relação próxima com o ex-governador João Azevedo (PSB). Cícero Lucena (MDB), favorito em parte das pesquisas, também sinaliza apoio a Lula.
No Sergipe, Fábio Mitidieri (PSB) lidera a corrida à reeleição, com o concorrente Valmir de Francisquinho (Republicanos) próximo. A disputa permanece aberta e depende de alianças locais e do desempenho da oposição.
Especialistas ouvidos observam que o Centro e a direita intensificam investimentos em candidaturas na região. A cientista política Luciana Santana afirma que a entrada mais constante de Lula nas campanhas pode alterar o cenário, principalmente a partir de agosto, quando a atuação presidencial tende a crescer.
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