- China afirmou defesa contínua de que não deve haver interferência em assuntos internos de outros países, ao ser questionada sobre a classificação de CV e PCC como terroristas pelos EUA.
- A declaração foi feita pelo porta-voz Mao Ching e divulgada pelo Global Times, jornal ligado ao Partido Comunista Chinês.
- O chanceler brasileiro Mauro Vieira, convidado pelo ministro das Relações Exteriores Wang Yi, fará uma visita oficial à China de 31 de maio a 2 de junho.
- As facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital foram classificadas pelos EUA como Terroristas Globais Especialmente Designados; a designação de Organizações Terroristas Estrangeiras passa a valer a partir de 5 de junho.
- O contexto envolve mudanças na estratégia de defesa dos EUA e tensões diplomáticas na região, com impacto potencial sobre o debate sobre narcoterrorismo e segurança regional.
O governo da China afirmou que não há espaço para interferência em assuntos internos de outros países após os EUA classificarem as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. A posição foi comunicada pela porta-voz Mao Ching.
Mao Ching, do Ministério das Relações Exteriores, ressaltou que a China defende de forma consistente a não intervenção em questões alheias. A declaração foi publicada pelo Global Times, veículo ligado ao People’s Daily, órgão oficial do Partido Comunista.
O governo chinês também informou que Mauro Vieira, chanceler brasileiro, fará uma visita oficial à China. O encontro está agendado para ocorrer de 31 de maio a 2 de junho, a convite de Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China.
Contexto internacional
As autoridades americanas anunciaram a designação do CV e do PCC como “Terroristas Globais” e, a partir de 5 de junho, como “Organizações Terroristas Estrangeiras”. O anúncio coincide com outras ações da Casa Branca no tema narcotráfico e segurança regional.
A divulgação acontece em meio a uma estratégia de defesa dos EUA que enfatiza cooperação com países da região, mas também ressalta a possibilidade de ações militares caso interesses estadunidenses sejam desrespeitados. O foco é o combate ao narcoterrorismo na região.
O documento de defesa americano estima necessidade de manter a doutrina Monroe para consolidar influência no Hemisfério Ocidental, ao mesmo tempo em que reforça a contenção de potenciais avanços chineses na região. Ele também aponta o combate à imigração irregular como tema central.
Segundo a estratégia, Washington se reserva o direito de atacar organizações narcoterroristas em qualquer local. O objetivo declarado é desmantelar cartéis de drogas latino-americanos e fortalecer alianças regionais para enfrentar ameaças transnacionais.
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