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Governo avalia impactos da decisão dos EUA sobre facções em dia de reuniões

Ministros discutem em Brasília os impactos da decisão dos EUA de classificar CV e PCC como organizações terroristas e suas implicações estratégicas

Lula defende soberania após decisão dos EUA sobre PCC e CV: 'Não aceitamos ser tratados como moleques'
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  • O Departamento de Estado dos EUA classificou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, anúncio feito em 28 de maio.
  • Nesta sexta-feira, 29 de maio, ministros e auxiliares do governo brasileiro se reuniram em Brasília para avaliar as possíveis implicações da decisão, incluindo impactos na cooperação internacional, no mercado financeiro e no turismo.
  • O presidente Lula foi informado da decisão por auxiliares, conversou com o ministro das Relações Exteriores e determinou levantamentos sobre impactos nas cooperações internacionais e no orçamento; o ministro da Fazenda acionou o Banco Mundial e o FMI para ajudar na avaliação.
  • O Planalto divulgou nota destacando ações no combate ao crime organizado e afirmou que não aceitará intervenções internacionais; Lula, em discurso no Sergipe, defendeu a soberania brasileira e criticou possível intervenção externa, além de criticar Flávio Bolsonaro.
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia se encontrado com Marco Rubio nos Estados Unidos, um dia antes de o Departamento de Estado anunciar a classificação.

O governo brasileiro organizou uma série de reuniões na sexta-feira para analisar as implicações da decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A informação foi divulgada após o anúncio feito pelo Departamento de Estado dos EUA na véspera.

O anúncio, feito nesta quinta-feira, confirmou que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital passam a ser considerados terroristas estrangeiros. A medida ocorreu dias após o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o líder educado nos EUA, Marco Rubio, e o contato do parlamentar com o ex-presidente Donald Trump.

A Presidência informou que Lula soube da decisão por meio de auxiliares e, em seguida, manteve contato com o ministro das Relações Exteriores. O Planalto confirmou que o presidente explicou a importância de soberania nacional e avaliou o impacto de cooperações internacionais no combate ao crime.

Na manhã desta sexta, a Casa Civil convocou uma reunião com ministros para discutir impactos em segurança pública, finanças e cooperação internacional. Participaram Mauro Vieira, Dario Durigan, Chico Lucas e Audo Faleiro; o ministro Wellington Lima estava em viagem ao Paraguai e retornou a Brasília.

A análise busca mapear efeitos práticos da classificação em áreas como cooperação bilateral, fluxos de financiamento e turismo. Segundo fontes oficiais, a reunião teve caráter técnico e reuniu números operacionais sobre as ações conjuntas com os EUA.

Após o encontro, o Planalto emitiu nota reforçando ações do governo no combate ao crime organizado. O texto também destacou críticas à atuação de apoiadores da família Bolsonaro que defenderam intervenção estrangeira.

Em discurso durante evento em Sergipe, Lula ressaltou que o país atuará internamente no enfrentamento ao crime organizado e não aceitará intervenções externas. O presidente também condenou o uso político da situação pelo senador Flávio Bolsonaro.

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