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Lula cobra respeito e rejeita interferência dos EUA

Lula cobra respeito à soberania brasileira e rejeita interferência dos EUA, afirmando que PCC e CV são terroristas para as comunidades no Brasil

Brasília (DF) 20/05/2026 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do presidente do STF, Edson Fachin, e do presidente da Câmara, Hugo Motta, participa da cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O presidente Lula cobrou respeito à soberania brasileira e criticou autoridades dos Estados Unidos após a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo norte‑americano, durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe, em Laranjeiras.
  • Lula afirmou que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital são terroristas para as comunidades brasileiras e para a sociedade, destacando que existem leis antifacção e de combate ao crime organizado em implementação.
  • O presidente disse não haver justificativa para intervenção externa, ressaltando que o Brasil é um país grande e que merece respeito.
  • Ele citou preocupações com riqueza mineral, terras raras, ouro, diamante e a Amazônia, sugerindo que interesses estrangeiros podem tentar explorá-los.
  • Sobre cooperação, Lula disse que o Brasil está aberto a parceria contra o crime organizado, desde que haja respeito à soberania, mencionando uma possível colaboração com os Estados Unidos e ações em território americano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou autoridades dos Estados Unidos pela classificação de facções brasileiras como terroristas. A fala ocorreu nesta sexta-feira, em Sergipe, durante visita à Fafen-SE, em Laranjeiras.

Segundo Lula, organizações como o Comando Vermelho e o PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, provocando medo em famílias e bairros. Ele afirmou que o Brasil já aprovou leis antifacção e de combate ao crime organizado para enfrentar o problema.

O presidente destacou que o perfil dessas facções não corresponde ao tipo de terrorista que costuma interessar aos EUA e citou o exemplo de figuras internacionais para comparação. Também argumentou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos.

Lula pediu respeito às autoridades estadunidenses e disse que o Brasil não aceita ser tratado como republiqueta. Garantiu que o país atua no enfrentamento dessas organizações e citou a PEC da Segurança Pública como instrumento de reforço à atuação.

Colaboração

Caso haja interesse dos EUA em cooperação, o presidente afirmou que o Brasil está aberto, desde que a parceria inclua ações também em território americano. Afirmou ter apresentado a Donald Trump um documento indicando casos de cooperação no combate ao crime organizado.

Entre os apontamentos, citou ações envolvendo indivíduos que, segundo ele, estariam ligados a atividades ilícitas nos Estados Unidos, como parte de um esforço para ampliar o intercâmbio de informações e facilitar a responsabilização de criminosos.

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