- Autoridades militares libanesas e israelenses se reuniram pela primeira vez, no Pentágono, em Washington, para tratar de segurança entre os dois países.
- Beirute exige o fim dos bombardeios e da ofensiva terrestre no sul do Líbano; o encontro integra negociações mediadas pelos Estados Unidos iniciadas em abril.
- A delegação libanesa é chefiada pelo general Georges Rizkallah e tem seis membros; o Israel é representado pelo general de brigada Amichai Levin.
- Uma nova rodada de negociações está marcada para os dias 2 e 3 de junho, também em Washington; o Hezbollah se opõe às negociações.
- Enquanto as negociações ocorrem, Israel continua bombardando cidades no sul do Líbano, com ordens de evacuação para sete cidades, gerando deslocamentos; desde o início do conflito, são 3.324 mortos e mais de 1 milhão de deslocados.
As autoridades militares de Israel e Líbano reuniram-se nesta sexta-feira, 29, em Washington, no Pentágono, em encontro visto como o primeiro entre representantes das forças armadas dos dois países. O objetivo é discutir um cessar das hostilidades no sul do Líbano, diante do conflito em curso.
A delegação libanesa, chefiada pelo general Georges Rizkallah, chefe de operações do exército, levou ao encontro propostas para estender a presença do Estado libanês na região e acabar com as operações em território libanês. A informação foi confirmada à AFP por uma fonte militar.
Do lado israelense, a comitiva foi chefiada pelo general de brigada Amichai Levin, responsável pela divisão estratégica da diretoria de planejamento do exército, segundo divulgação de um porta-voz militar de Israel.
As negociações entre Beirute e Tel Aviv, mediadas pelos Estados Unidos, começaram em abril e já agendam uma nova rodada para os dias 2 e 3 de junho, também em Washington. O objetivo é avançar para um acordo de segurança entre as partes.
O movimento Hezbollah, aliado do Irã e opositor às negociações, reiterou seu repúdio às tratativas e pediu que o Líbano se retire das conversas, argumentando que Israel busca impor coordenação de segurança contra o grupo. O grupo não participa das mesas formais.
As negociações coincidem com aproximações entre EUA e Irã, que buscam incluir a frente libanesa em acordos para encerrar a violência na região. Enquanto isso, bombardimentos permaneçam em cidades do sul libanês, mesmo com o cessar-fogo de 17 de abril, segundo relatos da NNA e da AFP.
O exército israelense também ordenou evacuações de sete cidades, com deslocamentos significativos de moradores, destacando tensões civis crescentes na região próxima à fronteira. A NNA aponta que algumas cidades ficam a cerca de 40 km da fronteira norte.
Desde o início do conflito no Líbano, autoridades locais indicam que milhares de vidas foram afetadas: números oficiais apontam mais de 3.300 mortes e mais de um milhão de pessoas deslocadas, refletindo o alto custo humano do confronto.
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