- O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, criticou a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas, chamando-a de equivocada.
- Ele disse que a classificação não ajuda a resolver a violência ou o crime organizado e pode dificultar o diálogo internacional.
- Pacheco destacou que o Brasil já tem legislação própria para lidar com organizações criminosas e que rotular como terroristas não é necessário.
- A decisão foi anunciada pelo Departamento de Estado na semana passada, que afirmou que PCC e CV seriam uma ameaça à segurança dos EUA e de aliados.
- O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente, mas busca dialogar com os EUA para esclarecer a questão; PCC e CV atuam em diversos estados e no exterior.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, contestou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. Em entrevista publicada nesta quarta-feira, ele disse que a medida é equivocada e não resolve o problema. A fala ocorreu após o anúncio americano feito na semana anterior.
Segundo Pacheco, a classificação não melhora a violência nem o crime organizado. Pelo contrário, pode prejudicar o diálogo e a cooperação internacional entre Brasil e EUA, afirmou o senador. Ele ressaltou que o Brasil tem legislação própria para enfrentar essas organizações.
O senador destacou que o ordenamento jurídico brasileiro prevê medidas severas contra o crime organizado e discorda da rotulagem como terrorismo. A avaliação é de que tal classificação não é compatível com a lei brasileira.
Reação do governo brasileiro
Fontes próximas ao Palácio do Planalto disseram que o governo avalia a situação e busca abrir diálogo com os Estados Unidos para esclarecer a decisão. Não houve manifestação oficial do governo até o momento.
PCC e CV são duas das maiores facções criminosas do Brasil, com atuação em vários estados e também internacionalmente. Elas estão ligadas a crimes como tráfico de drogas, homicídios e extorsões.
A classificação como organização terrorista pode implicar consequências como bloqueio de bens e restrições financeiras no território americano, segundo autoridades internacionais.
O senador enfatizou a necessidade de uma abordagem mais eficiente e coordenada no combate ao crime organizado, sem recorrer à rotulação como terrorista.
Entre na conversa da comunidade