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Pacheco não disputará em MG e encerra ciclo político

Pacheco anuncia não disputar o governo de Minas e encerra ciclo político, abrindo espaço para novas opções no estado

O senador Rodrigo Pacheco, em sessão no Senado
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  • O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou que não disputará o governo de Minas Gerais e vai “fechar o ciclo” na política.
  • Ele disse que Minas terá opções boas para governar o estado e que sua ausência será suprida por pessoas de qualidade.
  • A decisão veio após deixar a presidência do Senado; ele não apoiou um candidato específico para o governo, citando Josué Gomes e Jarbas Soares como recém-filiados ao PSB.
  • Pacheco era considerado o favorito de Lula para o governo de MG, segundo o cenário político, com o presidente buscando palanque forte no estado.
  • A derrota da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal alterou o quadro; Pacheco nega qualquer articulação contra a indicação e afirma que sempre houve bom entendimento com o presidente da República.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) informou que não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro e que deixará a política. A declaração foi feita em um evento com empresários em São Paulo.

Segundo ele, a decisão marca o encerramento de um ciclo na vida pública após o fim do mandato na presidência do Senado. Pacheco disse estar seguro de que Minas terá opções competentes para governar o estado.

Apesar de não apoiar um candidato ao governo, o senador citou nomes que podem surgir na fila do PSB, como Josué Gomes e Jarbas Soares, recém-filiados à legenda.

Pacheco afirmou ter realizado uma vida pública longa, com cargos de deputado federal, senador e presidente do Senado, e disse se sentir plenamente realizado para enfrentar novos caminhos.

Até então, Pacheco era visto como o favorito de Lula para liderar a chapa mineira. O presidente busca protagonismo no segundo maior colégio eleitoral do país na disputa pela reeleição.

A mudança ocorre após a mudança de filiação do senador, que deixou o PSD e migrou para o PSB em abril, movimento interpretado como aproximação a Lula e ao vice de Lula, Geraldo Alckmin.

Outra reviravolta ocorreu com a indicação de Jorge Messias para o STF, veículo de rumores de aliados sobre a atuação de Pacheco, segundo colunista do UOL. Pacheco nega envolvimento.

O senador afirmou não ter articulado contra a indicação de Messias e reconheceu que seu nome chegou a ser cogitado por colegas, mas disse ter mantido alinhamento com o governo federal.

Contexto político

A decisão de Pacheco repercute em Minas, onde o cenário eleitoral envolve disputa entre forças associadas ao governo federal e opções locais para o governo estadual. O PSB tem papel estratégico no tabuleiro mineiro.

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