- Eleição na Colômbia acontece neste domingo, 31, com pouco mais de 41,4 milhões de eleitores aptos a votar.
- Se nenhum candidato tiver mais de 50%, o segundo turno será em 21 de junho; o vencedor assume em 7 de agosto.
- os favoritos são Iván Cepeda (esquerda, continuidade de Petro), Abelardo de la Espriella (ultradireita) e Paloma Valencia (direita tradicional).
- Há temor de que o resultado do pleito se pareça com o Chile, onde houve vitória no primeiro turno e derrota no segundo, favorecendo a direita.
- Pesquisas mostram Cepeda na liderança em diferentes levantamentos, com Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia atrás, o que alimenta a expectativa de um possível segundo turno entre forças de esquerda e direita.
Neste domingo (31), colombianos voltam às urnas para definir o futuro da esquerda no país. A eleição ocorre em meio ao protagonismo da segurança pública no debate e à dúvida sobre a continuidade do governo de Gustavo Petro.
Os favoritos são Iván Cepeda, da esquerda, visto como continuidade de Petro; Abelardo de la Espriella, ultradireita; e Paloma Valencia, direita tradicional. A disputa é marcada pela altura das apostas e pelo peso do Uribismo.
Mais de 41,4 milhões de eleitores estão aptos a votar. Se nenhum candidato superar 50%, haverá segundo turno em 21 de junho, com a divulgação dos resultados da primeira fase. A posse ocorre em 7 de agosto.
Para o observador Renata Peixoto de Oliveira, há risco real de repetição do Chile, onde a esquerda venceu no primeiro turno e perdeu no segundo. A memória do pleito chileno influencia o cenário colombiano.
Pesquisas recentes apontam Cepeda na dianteira em alguns levantamentos, mas a diferença para a segunda posição varia. A hipótese de segundo turno amplia a chance de coalizões de direita contra Cepeda.
Em uma votação direta, a esquerda seria pressionada por um bloco de oposição na direita, centro-direita e até direita radical. O resultado é visto como indicativo da continuidade de políticas de Petro.
O tema paz permanece central. O acordo com as Farc, assinado em 2016, é avaliado quanto aos seus limites e à reinserção de ex-combatentes, elementos que pesam no voto, segundo analistas.
Após o acordo, persiste a crítica sobre sua implementação e sobre a violência associada. Os candidatos de direita defendem uma postura de segurança mais firme, com foco na repressão ao crime.
Entre os concorrentes, Paloma Valencia representa a direita tradicional e mantém vínculos com o uribismo. Abelardo de la Espriella encarna a nova direita, com propostas de endurecimento e retórica mais combativa.
A vitória de Cepeda é vista como continuidade do projeto de Petro. Caso haja derrota, o espectro é de recuo da esquerda e de retorno de uma direita mais agressiva, com impactos na agenda futura.
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