- Brooklyn Rivera Bryan, líder do povo miskitu e presidente do partido indígena Yatama, morreu em 30 de maio de 2026, aos 73 anos, após mais de novecentos e setenta e um dias de prisão política.
- A morte ocorreu no hospital Fernando Vélez Paiz, em Manágua; o governo atribui o óbito a complicações por uma bactéria associada ao vírus COVID-19, em meio a alegações de que esteve acompanhado por familiares.
- Rivera é o oitavo preso político a falecer em custódia desde 2018; a família contesta a versão oficial e exige a entrega do corpo para ser enterrado no Lidaukra, Sandy Bay, no Caribe nicaraguense.
- Ele foi detido em 29 de setembro de 2023 em Bilwi, após retornar ao país e ter sido proibido de entrada; o Estado reconheceu o arresto apenas em novembro de 2024, sob pressão internacional.
- Reações internacionais incluem a OEA pedindo investigação independente; o partido UNAMOS qualificou o caso como “assassinato de Estado”, e a filha pediu garantias para enterrar o pai conforme tradições miskitas.
Brooklyn Rivera Bryan, líder histórico do povo miskitu e presidente do partido indígena Yatama, morreu em 30 de maio de 2026, em Managua, após mais de 971 dias preso sob custódia do regime de Daniel Ortega. A morte ocorreu no hospital Fernando Vélez Paiz, onde estava internado desde o agravamento de seu estado de saúde.
O governo nicaraguense informou que Rivera faleceu por complicações de uma infecção bacteriana associada a uma condição provocada pelo COVID-19, acompanhado por familiares e por membros de lideranças religiosas. A versão oficial sustenta que ele recebeu assistência médica, porém não detalha a demora no atendimento durante o período de desaparecimento forçado.
A família contesta a narrativa oficial. A filha Tininiska Rivera disse que a tía mencionada no comunicado não estava presente e que outra pessoa citada permanece sob prisão domiciliar. Ela também pediu a entrega do corpo para o enterro no Caribe nicaraguense, ao lado da mãe de Brooklyn Rivera.
Rivera foi detido em Bilwi, no Caribe Norte, em 29 de setembro de 2023, após retornar ao país apesar de ter sido proibido de entrar por críticas às Nações Unidas. O Estado reconheceu o arresto apenas em novembro de 2024, durante o Exame Periódico Universal da ONU.
O líder indígena foi fundador de Yatama e figura-chave da resistência local nas décadas de 1980. Seu caso se soma ao de outros presos políticos mortos sob custódia desde 2018, conforme organizações de direitos humanos e observadores internacionais.
O anúncio de hoje reabriu críticas sobre a situação carcerária no país. O secretário-geral da OEA pediu investigação independente e transparente. OUNadas, o UNAMOS classificou o ocorrido como violento, reiterando pedidos de responsabilização.
Tininiska Rivera pediu garantias internacionais para acompanhar os atos fúnebres. Ela também pediu que o corpo fosse entregue para seguir as tradições miskitu, destacando o direito de despedida da família.
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