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Esquerda questiona uso de camisa da seleção da Colômbia como símbolo político

Esquerda questiona uso da camisa da Colômbia como símbolo político; Cepeda acusa De la Espriella de ter roubado a peça para a campanha

O político ultradireitista colombiano Abelardo de la Espriella. Foto: Rodrigo Buendia/AFP
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  • O candidato da esquerda à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, acusou Abelardo de la Espriella de ter “roubado” a camisa da seleção para servir de símbolo da direita.
  • De la Espriella veste a camisa amarela da seleção dias antes da Copa do Mundo da América do Norte-2026, em meio à campanha.
  • Cepeda comentou o episódio um dia após o primeiro turno, no qual De la Espriella ficou com 43,7% dos votos contra 40,9% de Cepeda; os dois vão ao segundo turno no dia 21 de junho.
  • O comício em que a família de De la Espriella apareceu com a camisa ocorreu em meio ao debate sobre separar futebol e política.
  • A Federação Colombiana de Futebol pediu manter a entidade à margem dos debates políticos, após pedido de pronunciamento de Cepeda.

Iván Cepeda, candidato da esquerda à Presidência da Colômbia, acusou Abelardo de la Espriella de transformar a camisa da seleção em símbolo da direita. A denúncia foi feita nesta segunda-feira, 1º, após a campanha do adversário ganhar notoriedade com o uso da peça.

De la Espriella, advogado de 47 anos, apareceu em comício vestindo a camisa amarela do país, ao lado da esposa e dos quatro filhos. A ação ocorreu num momento de intensa comoção pela Copa do Mundo na América do Norte em 2026.

Cepeda afirmou que a camisa da seleção não pertence a campanhas políticas. Em coletiva de imprensa de lançamento da sua segunda rodada, o ex-aliado do governo atual foi lembrado de forma crítica.

O candidato da direita obteve 43,7% dos votos contra 40,9% de Cepeda no primeiro turno. Ambos disputarão o segundo turno no dia 21 de junho.

Geralmente, o episódio é entendido como tentativa de vinculá-la a um movimento político. A prática lembra debates no Brasil sobre o uso da camisa da seleção como símbolo de campanha.

Apoiadores de De la Espriella também vestiram a camisa em atos de campanha, reforçando o discurso de patriotismo. A escolha gerou controvérsia entre eleitores e comentaristas.

Muitos estimularam separar o esporte da política. Analistas, porém, observam a estratégia como tentativa de juntar paixão esportiva e apoio ideológico.

A Federação Colombiana de Futebol solicitou manter a entidade à margem dos debates eleitorais, para evitar associações indevidas entre futebol e política. A organização não comentou o uso da camisa.

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