Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Investigações da PF sobre corrupção eleitoral sobem quase 20 vezes desde 2016

Investigação da PF sobre compra de votos cresce quase 20 vezes desde 2016, com 2.283 inquéritos em 2024 e maior concentração no interior dos estados

Nos últimos dez anos, a Polícia Federal iniciou mais de 7.600 inquéritos sobre compra de votos.
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal abriu 117 investigações por corrupção eleitoral em 2016; em 2024, esse total chegou a 2.283.
  • No acumulado de dez anos, foram iniciados mais de 7.600 inquéritos sobre compra de votos, uma média de cerca de duas novas investigações por dia.
  • Os dados são da PF, obtidos pela GloboNews via Lei de Acesso à Informação, e integram a série “O valor do voto”.
  • A prática ocorre mais no interior do país: apenas 15% dos casos ocorreram em capitais, atingindo cidades do interior e regiões metropolitanas.
  • Casos no Paraná destacaram formas de troca, incluindo uso de diárias de cem reais, ocultação de dinheiro em livros de legislação e uso da estrutura do CRAS para beneficiar eleitores; ambas as investigadas foram cassadas.

Em 2024, a Polícia Federal abriu 2.283 investigações por corrupção eleitoral, ante 117 em 2016, um crescimento de quase 20 vezes. Os dados, obtidos pela GloboNews via Lei de Acesso à Informação, integram uma série sobre compra de votos.

Ao longo de dez anos, a PF também iniciou mais de 7.600 inquéritos sobre compra de votos, equivalente a cerca de duas novas investigações por dia. A série “O valor do voto” traz casos inéditos de irregularidades eleitorais.

A apuração reforça que o tema persiste apesar da modernização do sistema eleitoral com urna eletrônica e biometria. Históricos dos anos 80 revelam a prática antiga de trocar apoio por vantagens.

Casos no Paraná

Em Goioerê, o vereador Walter Fernandes Martins, conhecido como Tenente Martins, teve o mandato cassado após o Ministério Público identificar fluxo atípico no comitê. Investigações indicaram uso de materiais para facilitar pedidos de auxílio em troca de votos.

Já em Moreira Sales, a vereadora Priscilla Albano foi cassada por usar a estrutura do CRAS para favorecer famílias, com diárias de R$ 100, segundo apurações. A assistente Edina Frasson também participou do esquema, segundo a investigação.

A análise de especialistas aponta que a compra de votos ocorre com maior frequência em municípios do interior. A proximidade entre candidatos e eleitores facilita negociações e a oferta de vantagens em eleições locais.

Segundo a procuradora da PGE, a incidência de casos em cidades menores decorre da convivência próxima entre candidatos e eleitores, o que facilita a articulação de benefícios ilegais. A fiscalização, porém, enfrenta desafios em comunidades com laços fortes entre envolvidos e vítimas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais