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Alcolumbre diz Senado não é obrigado a carimbar projeto do fim da escala 6×1

Alcolumbre afirma que Senado não é obrigado a carimbar PEC da 6x1; tramitação depende de debates e negociação entre poderes

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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  • Senado ainda não definiu sobre a PEC da escala 6×1; Davi Alcolumbre disse não estar obrigatório a carimbar o texto neste momento, buscando debate.
  • A Câmara aprovou a proposta na semana passada, prevendo dois dias de folga neste ano e a redução da jornada de 44 para 40 horas em quinze meses após a promulgação.
  • Está prevista uma reunião de líderes na próxima semana para definir o calendário da tramitação e qual comissão iniciará a análise, com a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) como possibilidade inicial.
  • Além da PEC da Câmara, há pelo menos duas propostas concorrentes: uma da oposição, liderada por Rogério Marinho, com transição mais lenta, e outra antiga de Paulo Paim, já na CCJ.
  • O governo teme mudanças que exijam nova análise pela Câmara; o ritmo depende do rito definido pelo Senado e da capacidade de Lula e Alcolumbre de gerenciar divergências entre os Poderes.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a Casa não é obrigada a carimbar rapidamente a proposta sobre a escala 6×1. O texto foi aprovado pela Câmara na semana passada e aguarda análise no Senado.

Alcolumbre não se posicionou em favor ou contra a PEC, destacando a necessidade de debate. Disse que não deve haver pressão para que o Senado escolha um lado antes de analisar o conteúdo.

Ele ainda ressaltou que o Senado pode aplicar um tempo adequado para decidir, sem impor urgência ao processo. A fala ocorreu em discurso nesta terça-feira, dia 2, sem confirmar votações imediatas.

Desempenho Legislativo e tramitação

A Câmara aprovou a PEC, que prevê dois dias de folga por semana já neste ano e redução da jornada de 44 para 40 horas em 14 meses após promulgação. O calendário ainda depende de acordo entre líderes.

Marcada uma reunião de líderes para definir o rito e a comissão inicial de tramitação, com a expectativa de que a CCJ seja o primeiro passo. Otto Alencar, presidente da CCJ, é o nome indicado para atuar.

Além da proposta aprovada, há duas iniciativas relevantes em tramitação no Senado. Uma PEC da oposição, liderada por Rogério Marinho, propõe transição mais lenta e baseado no total anual de horas. Outra é antiga, de Paulo Paim, já na CCJ.

A existência de três textos permite negociações ou fusões de trechos, o que pode exigir nova análise pela Câmara caso ocorram alterações relevantes. O governo teme impactos que prolonguem o processo.

O governo federal busca concluir a tramitação antes do recesso de julho, mantendo o ritmo conforme o rito definido e a capacidade de Lula e Alcolumbre de gerenciar as divergências entre Poderes.

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