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Dois senadores desmontam justificativas de Trump sobre suposto ataque com barco

Senadores afirmam, com base em briefings classificadas, que critérios de alvos para ataques a barcos no Caribe não exigem drogas ou armas a bordo

Sen. Tim Kaine and Sen. Rand Paul are seen sitting in chairs, with a table between them, talking to reporters.
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  • Senadores Tim Kaine e Rand Paul afirmaram, com base em briefings classificados, que a presença de drogas ou armas não faz parte dos critérios de seleção para ataques a barcos civis no Caribe e no Pacífico.
  • Kaine disse que existem “três elementos” nos critérios de alvos, mas destacou surpresa ao perceber que narcóticos no barco não é critério de direcionamento.
  • Rubio explicou que os critérios são decisões legais conduzidas por oficiais legais, e que alguns ataques são abortados por dúvidas ou falta de atendimento aos critérios.
  • A Câmara alta discute se esses ataques à circulação de drogas violam leis nacionais e internacionais, já que não houve autorização do Congresso e há controvérsia sobre a legalidade das ações.
  • Registros e relatos apontam que mais de duzentas pessoas foram mortas desde o início da campanha, iniciada em setembro, com controvérsias sobre a legitimidade e monitoramento das operações.

Dois senadores dos EUA afirmaram, em depoimento no Senado, que os critérios de atuação da milícia militar não exigem que barcos civis transportem drogas ou armas para receber ataques letais. A declaração surge após meses em que a administração Trump justificou ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico leste.

Os senadores Tim Kaine (democrata) e Rand Paul (republicano) disseram ter recebido briefings classificados que indicam que a presença de narcóticos não consta entre os critérios de seleção de alvos. Kaine afirmou que existem três elementos, sem revelar detalhes, e que a presença de drogas não é exigência para o ataque.

O senador Kaine relatou que não pode tornar público o conteúdo classificado, mas ressaltou a surpresa com a ausência do requisito. O ministro Marco Rubio, testemunha no mesmo comício, afirmou que decisões de alvo envolvem parecer de assessores jurídicos e que houve ataques que foram abortados por não atenderem aos critérios.

Implicações legais e políticas

A discussão ocorre em meio a críticas de que os ataques não foram autorizados pelo Congresso e a preocupações sobre a legalidade das ações. Especialistas jurídicos ressaltam que o tráfico de drogas não justifica, por si só, o uso de força letal. As autoridades responsáveis não comentaram de imediato sobre o conteúdo dos briefings.

As operações já resultaram em dezenas de mortes e levantaram dúvidas sobre a origem dos barcos atacados, bem como a eventual participação de cartéis de drogas. O tema permanece sob escrutínio de parlamentares que buscam maior transparência sobre a fundamentação legal e os objetivos estratégicos da campanha.

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