- O deputado Lindbergh Farias acionou o STF para que as conclusões da Operação Wi‑Fi Livre sejam encaminhadas ao processo de emendas parlamentares, e pediu que PF, Receita Federal e Banco Central investiguem possível lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão de divisas com uso de dinheiro público federal.
- A operação investiga fraudes em licitação de R$ 108 milhões para instalar cinco mil pontos de Wi‑Fi em São Paulo; até o momento, foram entregues 3,2 mil pontos e há indícios de repasses sem contrapartida de serviços.
- O Instituto Conhecer Brasil (ICB) está no centro do caso; a presidente do ICB também é responsável pela produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro.
- A prefeitura de São Paulo afirmou colaborar com as investigações, negou pagamentos indevidos por pontos não instalados e afirmou que o contrato seguiu critérios de legalidade e economia, sendo monitorado pelo Tribunal de Contas do Município.
- O deputado Mario Frias garantiu que a emenda de R$ 1 milhão está respaldada por notas técnicas que comprovam a legalidade; o ICB nega irregularidades e sustenta que cumpriu os trâmites contratuais, enquanto o prefeito Ricardo Nunes comentou que o foco no filme pode indicar perseguição política.
O deputado Lindbergh Farias acionou o STF para investigar o Instituto Conhecer Brasil após a Operação Wi-Fi Livre revelar indícios de fraude em contratos de internet em São Paulo. O caso envolve a produção de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.
A presidente do Instituto Conhecer Brasil (ICB) também comanda a produtora do filme Dark Horse. O instituto recebeu uma emenda de R$ 1 milhão do deputado Mario Frias, destinada a projeto de empreendedorismo cuja execução é alvo de questionamentos.
A Polícia Civil investiga uma licitação de R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de Wi‑Fi gratuito em São Paulo. Segundo apurações, apenas 3,2 mil pontos foram entregues, com suspeitas de repasses sem contrapartida de serviços.
Contexto da operação
O deputado Lindbergh Farias pediu ao ministro Flávio Dino que as conclusões da polícia sejam remetidas ao processo de emendas no STF. Também requer que PF, Receita Federal e Banco Central analisem possíveis crimes.
Posicionamento institucional
A prefeitura de São Paulo informou colaborar com as investigações e que o programa funciona normalmente. Negou pagamentos indevidos por pontos não instalados e afirmou que o contrato foi monitorado pelo TCM.
Dentre os envolvidos, Mario Frias sustenta a legalidade de sua emenda, enquanto o ICB nega irregularidades. O prefeito Ricardo Nunes condiciona o foco do filme a uma possível perseguição política.
Conteúdo apurado pela Gazeta do Povo sustenta o aprofundamento do tema.
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