- O governo federal pagou cerca de $3,8 milhões em proteção pessoal para o ex administrador do CFMEU, Mark Irving, que ficou 20 meses no cargo e enfrentou várias ameaças de morte.
- Também foram reservados $5,3 milhões, ao longo de dois anos, para fornecer segurança pessoal ao substituto de Irving, o executivo do sindicato Michael Crosby.
- O ministro Murray Watt, que introduziu a legislação que colocou o sindicato em administração, também recebeu proteção em determinado período.
- O secretário da Federação de Sindicatos de Trabalhadores (Australian Council of Trade Unions), Sally McManus, pediu proteção, porém o governo afirmou que não arcou com esse custo.
- O CFMEU foi colocado em administração em 2024 após alegações de atuação como presunta organização criminosa; a polícia federal continua investigando condutas irregulares no setor da construção.
O governo federal pagou milhões de dólares em proteção pessoal para os administradores do CFMEU, além de providenciar segurança para o então ministro Murray Watt após a edição da legislação que colocou a entidade em administração, conforme apurado em comissão no Senado.
Relatórios orçamentários indicam que cerca de 3,8 milhões de dólares foram destinados à proteção de Mark Irving, administrador que atuou por 20 meses e enfrentou dezenas de demissões e ameaças de morte durante o mandato. Já o sucessor, Michael Crosby, tem 5,3 milhões de dólares reservados em dois anos para proteção, conforme orçamento da pasta.
Watt, atual ministro do Meio Ambiente e Águas, também recebeu proteção após impulsionar o processo que levou o CFMEU à administração. Questionado pela senadora Jane Hume, ele confirmou ter tido segurança por um período, sem detalhar tipos de ameaça ou origem, citando elementos criminosos de entorno.
Proteção de administradores e segurança ministerial
A Secretaria da DEWR informou que o órgão, em parceria com o Ministério do Interior, realiza checagens de segurança regulares para o administrador, além de manter proteção adequada. A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as ameaças, apenas apontou que eram credíveis e envolvendo possível capacidade de execução.
Segundo a secretaria-geral da DEWR, as ameaças não se restringem ao CFMEU, pois envolvem elementos criminosos que atuam no setor da construção. O primeiro assistente de secretário, Sarah Godden, afirmou que a proteção envolve cooperação entre agências e avaliação contínua de riscos.
A CFMEU foi colocada sob administração federal em 2024, após denúncias de atuação como organização criminosa. Atualmente, a Polícia Federal investigaria três casos de conduta ilegal no setor de construção, ampliando o escrutínio sobre o tema.
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