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Novo livro oferece dicas para traduzir ciência climática em ganhos políticos

Livro propõe reframe da comunicação climática para foco humano e custos, buscando ampliar base de apoio e influenciar políticas nos EUA

Will Hackman at an Earth Day event in Washington, D.C. He argues that effective climate messaging should be framed around protecting people and communities, rather than saving the planet. Photo courtesy of Will Hackman.
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  • Will Hackman lança livro defendendo linguagem de clima centrada em pessoas: serviços, saúde, segurança, custos e comunidades, não apenas no planeta.
  • Propõe ampliar a base de apoio, indo além dos já convencidos, com mensagens que falem a públicos céticos ou desconfiados.
  • Observa que o clima continua altamente polarizado nos EUA; mensagens tradicionais costumam atingir apenas quem já acredita, limitando avanços políticos.
  • Compartilha exemplos locais de comunicação mais eficaz, como o evento “Lone Pine Day” em Front Royal, virando foco de conservação local em vez de “Earth Day”.
  • Critica a forma como o IRA foi comunicada e sugere framing voltado para custos e segurança energética para mobilizar apoio público e político.

Will Hackman lança um livro que propõe reformular o discurso sobre clima para ampliar o apoio público. A obra defende que a comunicação precisa sair de formatos de doom e culpa e se conectar a vidas cotidianas, saúde, segurança, custos e comunidades. O objetivo é tornar a pauta menos polarizada.

Em entrevista com Mongabay, Hackman explica que o clivê entre apoiar e rejeitar ações climáticas não é apenas técnico, é cultural e político. Segundo ele, mensagens baseadas em natureza e catástrofe atingem apenas o público já sensibilizado, não ampliam a base de apoio.

Hackman argumenta que apenas cerca de 10% das pessoas são avessas ao tema por identidade, segundo pesquisas da Yale. Assim, é preciso adaptar a comunicação para públicos mais céticos ou indiferentes, definindo quem se quer alcançar e como dizer.

O livro defende foco na proteção de pessoas e comunidades, em vez de salvar o planeta. A mensagem enfatiza impactos locais, como saúde, alergias, inundações e desastres, para tornar o tema mais tangível aos eleitores.

O autor também aborda ganhos políticos e o papel da comunidade. Ele cita exemplos de municípios que rebatizaram ações ambientais para prioridades locais, como conservação urbana, para reduzir resistências a políticas climáticas.

Hackman critica a forma como a inflação de ações é comunicada, destacando que a legislação de clima, como o Inflation Reduction Act, precisa ser apresentada em termos de custo-benefício para famílias, e não apenas como emissão de gases.

Segundo ele, avanços históricos da environmental movement — de Carson a campanhas de proteção de ozônio e limpeza de rios — mostraram impactos humanos. Contudo, ele afirma que soluções climáticas atuais demandam linguagem e estratégias diferentes.

O pesquisador destaca a importância de ações a nível subnacional, especialmente quando o governo federal recua. Estados e cidades podem manter políticas climáticas, embora persista a necessidade de liderança federal para resultados globais.

Sobre o papel dos Estados Unidos, Hackman afirma que o país tem responsabilidade histórica e atual pela saída de combustíveis fósseis. Ele sustenta que a liderança americana é essencial para o sucesso global do Acordo de Paris.

O livro traz ainda perguntas para engajar o público, como o significado pessoal de mudanças climáticas e a avaliação de situação ao longo de quatro anos de governo. A expectativa é que tais abordagens estimulem participação cívica e decisões políticas mais informadas.

Hackman aponta que reformas de linguagem e maior participação popular podem reduzir a polarização e ampliar ações em nível local. Com isso, ele propõe uma estratégia de comunicação que conecte, de forma prática, custos, benefícios e garantias de segurança aos cidadãos.

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