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Rubio exclui Brasil do grupo de países amigáveis aos EUA, citando eleições

Rubio afirma que o Brasil não integra o grupo de países aliados aos EUA, citando o ciclo eleitoral brasileiro e o maior distanciamento regional com Washington

Marco Rubio coloca Brasil fora do grupo ‘países amigáveis’ aos EUA e cita eleições nacionais
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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Brasil não integra o grupo de países alinhados aos interesses de Washington, durante audiência no Senado.
  • Rubio afirmou que a América Latina tem uma coalizão de governos parceiros, mas listou o Brasil como exceção, citando que o país está no meio de um ciclo eleitoral.
  • O comentário ocorreu no mesmo dia em que os EUA propuseram tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, após investigação comercial iniciada em 2025.
  • Rubio também mencionou a Colômbia e disse que o presidente Gustavo Petro tem sido “problemático”, mas mostrou que a região estaria, em geral, mais alinhada aos interesses americanos.
  • Nas redes sociais, o presidente Donald Trump destacou a visita do filho de Jair Bolsonaro ao Salão Oval, elogiando Flávio Bolsonaro como “jovem inteligente que ama muito o Brasil”.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o Brasil não faz parte do grupo de países alinhados com os interesses de Washington. A declaração ocorreu durante uma audiência no Senado.

Rubio descreveu a América Latina como marcada por uma rede de governos parceiros, mas citou exceções ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela. O Brasil foi apontado como fora desse grupo, em meio a um ciclo eleitoral no país.

Ele mencionou a Colômbia e classificou o presidente Gustavo Petro como problemático, ainda assim dizendo que, no conjunto, a região tende a se alinhar mais aos interesses americanos.

Medidas e reações diplomáticas

No mesmo dia, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) abriu e encerrou uma investigação que resultou na proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida mira itens identificados pela investigação de 2025.

Além disso, o governo dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, o que gerou desconforto no Palácio do Planalto.

Contexto político e proximidades

A fala de Rubio reforça a percepção de deterioração das relações entre Brasília e Washington nos últimos meses. O senador é visto como defensor de linha mais dura na América Latina e participou de encontros com lideranças bolsonaristas nos EUA, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.

Em Goiás, o presidente Lula criticou Rubio, dizendo que o secretário não gosta do Brasil; o petista recebeu a acusação como adversário histórico de governos latino-americanos.

Destaques internacionais

O presidente americano publicou em sua rede social Truth Social um registro da visita de Flávio Bolsonaro ao Salão Oval, destacando o perfil do parlamentar e afirmando que ele é um jovem inteligente que ama o Brasil.

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