- Wes Streeting disse que, ao tentar levar preocupações sobre Gaza ao governo, sentiu que “batia numa parede de tijolos”.
- Mensagens privadas de Peter Mandelson a Pat McFadden o descrevem como “histérica” sobre o tema e chegam a classificar a intervenção de Streeting como “pathetic”.
- Mandelson mencionou ter recebido um relatório intenso de Streeting com um dossiê de três médicos londrinos que descrevem a situação em Gaza.
- Streeting afirmou que usou os testemunhos de médicos para pressionar o governo a agir com urgência moral e que não foi o único a defender ações.
- O material foi divulgado no contexto de documentos sobre a nomeação de Mandelson como embaixador nos EUA, em cumprimento a uma autorização de divulgação.
Wes Streeting, ex-secretário de Saúde, disse que se sentia “batendo na mesma parede” ao tentar levar preocupações sobre a Gaza ao governo. A afirmação ocorreu após a divulgação de mensagens privadas de Peter Mandelson, nas quais ele era chamado de “histérica” sobre o tema.
Conjunto de documentos relacionado à nomeação de Mandelson como embaixador nos EUA mostra, em conversas pelo WhatsApp, críticas severas a Streeting por parte de Mandelson a Pat McFadden, outro ministro. As mensagens tratam de uma atuação de Streeting em julho de 2025, quando ainda era secretário de Saúde.
Streeting afirmou à imprensa que ficou horrorizado com a guerra em Gaza e que atuou nos bastidores para que o governo tomasse medidas com a urgência moral exigida pelo conflito. Segundo ele, seu objetivo era tornar públicas experiências de médicos em Gaza para que fossem ouvidas nos níveis mais altos do governo.
Contexto da intervenção
O material indica que Streeting compartilhou um dossiê com três médicos, incluindo dois cirurgiões de hospitais de Londres, descrevendo a atuação sob bombardeios israelenses. Mandelson descreveu a postagem como uma atuação pouco madura, alegando crise de meia-idade.
Reação interna ao governo
Mendelson também criticou publicamente a condução do gabinete. McFadden relatou que Streeting havia enviado vídeos e o dossiê aos membros do gabinete, o que gerou críticas internas sobre a forma de pressão.
Perspectivas de outros membros
Nick Thomas-Symonds, ministro do Gabinete, afirmou que as mensagens são embaraçosas, mas estão em domínio público pela obrigação de divulgar informações sobre a nomeação de Mandelson. Ele destacou que o foco dos debates, segundo ele, envolve oportunidades e políticas de benefício social.
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