- O senador Bernie Sanders propõe criar um Fundo Soberano de Riqueza para a IA nos Estados Unidos, com participação pública nas maiores empresas do setor.
- O financiamento seria via um imposto único de 50%, pago com ações das companhias de IA, e não com lucros.
- O objetivo é permitir que o governo tenha poder de voto e representação em cada empresa para frear decisões prejudiciais e promover políticas públicas.
- A iniciativa busca garantir que a riqueza gerada pela IA beneficie toda a população, não apenas oligárquicos e investidores; a ideia já foi apoiada por entidades do setor.
- O projeto cita precedentes como o fundo soberano de Alasca e o fundo de Noruega, além de menções a propostas da indústria, e afirma que detalhes serão apresentados em semanas.
Bernie Sanders defende que a inteligência artificial pertence ao povo, não aos multimilionários. Em discurso, ele afirmou que a IA deriva do acúmulo coletivo humano e deve devolver riqueza a todos, não apenas a elites.
O senador descreveu a IA como tecnologia de transformação histórica que afetará economia, democracia e educação. Questionou quem controlará o futuro e quem se beneficiará da IA gerada a partir do conhecimento público.
Segundo Sanders, o uso da IA deve ampliar a qualidade de vida, combater a pobreza e enfrentar a crise climática. O objetivo é evitar que poucos ganhem com a inovação enquanto a sociedade paga o preço.
Proposta de lei e mecanismos
O texto prevê a criação de um Fundo Soberano de Riqueza para a IA dos Estados Unidos. O financiamento viria de um imposto único de 50%, aplicado sobre ações das grandes empresas de IA, não sobre seus lucros.
O fundo teria ações com direito a voto e representatividade na diretoria, permitindo que o governo antecipe decisões que possam prejudicar os cidadãos. O objetivo é distribuir ganhos de forma ampla.
Também haveria diretrizes para que os recursos gerados beneficiem população, saúde, educação e moradia, com dividendos diretos a cada cidadão conforme o crescimento da IA.
Exemplos e contexto
Sanders citou experiências internacionais: fundos soberanos de Noruega e Alaska, que destinam riqueza gerada ao benefício público. Observou que a IA se apoia no conhecimento coletivo da humanidade.
Ele lembrou que diversas empresas de IA já propuseram mecanismos para participação pública, citando OpenAI e Anthropic como exemplos de debates sobre participação social.
Próximos passos e implementação
O projeto de lei deve ser apresentado nas próximas semanas, com detalhes sobre prioridades de gasto e mecanismos de execução. A ideia é assegurar participação pública na condução da tecnologia.
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