- PT e MDB se reuniram com Gabriel Azevedo para definir o palanque de Lula em Minas Gerais, após a recusa do senador Rodrigo Pacheco.
- O encontro contou com Edinho Silva e Baleia Rossi; Azevedo disse, nas redes, que foi um diálogo positivo e centrado nos problemas do povo mineiro.
- O diretório do PT em Minas pretende lançar candidatura própria, mas há resistência interna, com Marília Campos não abrindo mão da pré-candidatura ao Senado.
- Além de Azevedo, nomes como Rogério Correia, Reginaldo Lopes e Josué Gomes (PSB) são cotados; Kalil e Azevedo buscam falar a um centro político, sem uso aberto do PT na campanha.
- A construção do palanque é complexa pela história partidária no estado e pelas negociações para alianças, com Kalil ressaltando que nada mudou após reunião anterior.
O PT busca manter um palanque para o presidente Lula em Minas Gerais após a recusa do senador Rodrigo Pacheco. A ideia é viabilizar apoio no estado, onde o cenário político segue dividido entre alianças e candidatura própria.
Em almoço realizado nesta sexta-feira, 30, Edinho Silva, presidente do PT, reuniu-se com Baleia Rossi, do MDB, e com o ex-vereador Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao Palácio Tiradentes. Ao final, aliados de Azevedo consideraram a conversa positiva e sinalizaram otimismo com a formação de uma aliança.
Azevedo descreveu o encontro nas redes sociais, destacando que o foco foi discutir os problemas do povo mineiro e não conveniências políticas. O Estadão buscou posicionamento de Edinho Silva, mas a assessoria não respondeu até a publicação.
Gabriel Azevedo tem trajetória política em Belo Horizonte, onde foi vereador por dois mandatos e presidente da Câmara. O filiou-se ao MDB recentemente, após passagens por PSDB, PHS e Patriota. MIGRANDO entre siglas, ele disputou a eleição de 2024 pelo MDB.
A montagem do palanque mineiro envolve desconfianças sobre o desempenho do PT na gestão de Fernando Pimentel, de 2015 a 2018, o que complica a ampliação de apoios ao governo estadual. Setores do PT reconhecem esse desafio para uma vitória de candidatura própria.
Contexto e cenários
Entre os cotados no PT para o governo mineiro estão Marília Campos, que não pretende ceder a pré-candidatura ao Senado, além de deputados Rogério Correia e Reginaldo Lopes e o empresário Josué Gomes (PSB). O PET também tem conversas com Alexandre Kalil, que busca uma composição mais central.
Kalil, que já apoiou Lula em 2022 e teve participação expressiva em Minas, chegou a afirmar que as conversas com o PT não evoluíram após reuniões recentes. A atuação dos aliados no estado permanece sujeita a novas negociações e ajustes de palanque.
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