- O delegado André Santos Pereira, presidente da Adpesp, afirmou ao UOL que existem indícios de fraude no contrato de R$ 108 milhões entre a Prefeitura de São Paulo, o Instituto Conhecer Brasil e a produtora ligada ao filme Dark Horse.
- A Polícia Civil aponta suspeitas de confusão patrimonial entre o instituto e a produtora, indicando possível desvio de recursos do programa Wi‑Fi Livre SP para a produção do filme.
- A Prefeitura de São Paulo nega irregularidades, afirma que o contrato seguiu princípios de legalidade e transparência e diz colaborar com as investigações; o prefeito Ricardo Nunes chamou a ação de perseguição política.
- O Instituto Conhecer Brasil informou que colaborará com as autoridades, contratando perícia e auditoria para esclarecer o processo e demonstrar a regularidade das ações.
- A cúpula da Polícia Civil defende autonomia institucional e disse que investigações não devem ser influenciadas por política; o governador Tarcísio de Freitas reiterou a independência da polícia.
O delegado André Santos Pereira, presidente da Adpesp, afirmou ao UOL que há indícios de fraude em um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go UP Entertainment. O filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, está ligado ao acordo. A Polícia Civil investiga a materialidade e a autoria de possíveis crimes.
A investigação começou após o Ministério Público apontar irregularidades no contrato de R$ 108 milhões entre a gestão de Ricardo Nunes e o ICB. A Polícia Civil já identificou consistentes suspeitas de confusão patrimonial envolvendo o instituto, a produtora e organizações sociais subcontratadas.
Segundo o delegado Antônio Carlos Munuera Silveira, titular da 2ª DICCA, há indícios de que recursos do programa Wi-Fi Livre SP teriam sido desviados para custear a produção do filme, com uso de contas de terceiros. A defesa do ICB contesta as suspeitas, afirmando que o contrato de 2024 é anterior à gravação do longa em 2025 e que não há relação entre os fatos.
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A Prefeitura de São Paulo disse repudia ilações de desvios e afirmou que o contrato com o ICB seguiu os princípios de legalidade, transparência e economicidade. A gestão colabora com as investigações, já tendo prestado informações. O prefeito Ricardo Nunes classificou a operação como perseguição política, segundo o município.
O ICB informou que contratou perícia e auditoria para apoiar as investigações e reiterou a regularidade de suas ações e a correta aplicação de recursos. A Polícia Civil solicitou, por meio de mandados, informações ao Ministério Público Federal e Estadual, seguindo determinação da Justiça.
O presidente da Adpesp ressaltou que a polícia atua sem alianças políticas e que o objetivo é esclarecer a situação com base em evidências. Ele afirmou que ataques políticos não devem atrapalhar o andamento das apurações e que as instituições precisam funcionar independentemente.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a Polícia tem autonomia para investigar, sem interferência do governo. Ele reforçou que a instituição estatal atua a serviço da sociedade e que a apuração ocorre sob o controle do Ministério Público.
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