- Oito maiores colégios eleitorais do país somam mais de 100 milhões de eleitores e correspondem a quase 70% do total de eleitores, mas Lula e Flávio Bolsonaro ainda não fecharam palanques nesses estados.
- Em São Paulo, maior colégio eleitoral, Lula precisa definir a vice de Haddad e o Senado, com disputas internas entre nomes como Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França.
- Minas Gerais, segundo maior colégio, continua aberto: a candidatura ao governo para Lula não está definida, com nomes como Josué Gomes da Silva em discussão; para Flávio, há aposta em nomes como Nikolas Ferreira.
- No Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Ceará há palanques em andamento, mas ainda há ajustes e disputas internas para consolidar candidaturas ao governo e ao Senado.
- Pernambuco e Ceará aparecem entre os estados onde Lula é mais forte, dificultando alianças para Flávio Bolsonaro, que busca palanques mais consistentes nesses estados.
A menos de dois meses do período oficial da campanha, Lula e Flávio Bolsonaro ainda alinham palanques nos oito maiores colégios eleitorais do Brasil. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará concentram mais de 100 milhões de eleitores e respondem por cerca de 70% do total do País.
Lula trabalha para resolver impasses em São Paulo e Minas e viabilizar um palanque duplo em Pernambuco, enquanto Flávio busca acordos na Bahia, Pernambuco e Ceará, onde Lula teve força expressiva em 2022.
São Paulo
O maior colégio abriga Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Haddad (PT) como prováveis líderes. Haddad terá que definir a vaga de vice e resolver a candidatura ao Senado entre Simone Tebet e Marina Silva. França e outros nomes aparecem em possíveis cenários, com debates internos sobre equilíbrio estratégico. A operação política envolve apoio a Haddad e a possível composição com nomes do centro.
Minas Gerais
Segundo maior colégio, Minas costuma decidir a eleição nacional. Lula sondou Rodrigo Pacheco (PSB) para governar, mas ele abriu mão e encerrou a carreira pública. Hoje, o PT avalia opções como Josué Gomes da Silva e quem possa apoiar o Senado, enquanto Flávio trabalha com aliados locais e avalia nomes como Cleitinho e Roscoe.
Rio de Janeiro
Flávio tenta fechar o palanque, mas o cenário se complica com a desistência de Cláudio Castro de disputar o Senado. Douglas Ruas (PL) entra na disputa ao governo, com outros nomes do partido buscando vagas. No lado de Lula, Eduardo Paes (PSD) disputa o governo e Benedita da Silva (PT) concorre ao Senado.
Bahia
A Bahia mantém a maioria petista, com Jerônimo Rodrigues disputando a reeleição e Jaques Wagner e Rui Costa disputando o Senado. Flávio enfrenta resistência de ACM Neto, que lidera a chapa com João Roma ao Senado, e sinaliza apoio divergente para a corrida presidencial.
Paraná
Em um palanque com Sergio Moro (PL) ao governo e Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo lado de Flávio, o estado recebe o PT com Requião Filho (PDT) ao governo e Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado. Ratinho Jr. pode adotar neutralidade, dependendo dos desdobramentos nacionais.
Rio Grande do Sul
O PT não terá candidato ao governo pela primeira vez. Juliana Brizola (PDT) encabeça o palanque de Lula, com Edegar Pretto (PT) como vice. Flávio traz Luciano Zucco (PL) ao governo e os senadores Marcel Van Hattem (Novo) e Sanderson (PL). A composição busca ampliar votos ao longo do estado.
Pernambuco e Ceará
Apostam-se palanques fortes aos dois lados, com Lula buscando manter vantagem, enquanto Flávio tenta consolidar apoio local. Em Pernambuco, a presença petista é significativa, e no Ceará Lula manteve tradição de votação expressiva. As negociações miram ampliar a capilaridade do PT e do PL.
Resumo da proposta: Lula precisa fechar vagas-chave no Senado e consolidar alianças locais em estados decisivos, buscando palanque duplo onde possível. Flávio atua para ampliar apoios em estados historicamente favoráveis a Lula, enquanto ajusta estruturas estaduais para o conjunto da campanha.
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