- O primeiro-ministro Nikol Pashinián, pela aliança Contracto Civil, aparece como favorito nas sondagens, com dados oficiais ainda limitados e apenas 6% das mesas apuradas.
- A participação foi de 58,97%, significativamente mais alta que em 2021, especialmente nas regiões próximas à fronteira com o Azerbaijão.
- No momento, os resultados provisórios apontam Contracto Civil com cerca de 52,5% dos votos, Armenia Fuerte com 25,4%, Armenia Aliança com 11,6% e Armenia Próspera com 4,8%.
- A principal força de oposição, Armenia Fuerte, liderada por Samvel Karapetyan, mantém-se como principal oposição, sem conseguir formar uma alternativa de governo nacional.
- Houve 45 detidos por compra de votos, 59 procedimentos penais abertos por irregularidades eleitorais e 9 pessoas presas ao fechamento das urnas, em meio a denúncias de interferência russa e tensões geopolíticas.
O primeiro-ministro de Armenia, Nikol Pashinián, vence as eleições nacionais segundo pesquisas de boca de urna e dados parciais do escrutínio. A votação ocorreu neste domingo, em meio a tensões com a Rússia, e os resultados preliminares apontam para uma renovação de mandato com forte apoio à linha pró-ocidental do governo. O pleito aconteceu em um contexto de denúncias de interferência e de detenções ligadas a atividades políticas.
A maior força de oposição, a coalizão Armenia Fuerte liderada por Samvel Karapetyan, aparece como principal desafio, porém sem surdas perspectivas de converter a vitória em governo estável. Outras formações oposicionistas somam apoio menor, sem consolidar uma alternativa clara ao governo. A capital, Yerevan, e regiões fronteiriças foram observadas como áreas-chave na contagem de votos.
Desempenho parcial e participação
Até o momento, com pouco mais de 6% das urnas apuradas, Contrato Civil, partido de Pashinián, lidera com cerca de 52% dos votos, segundo fontes de apuração independentes. A Armenia Fuerte fica em torno de 25%, e a Aliança Armenia alcança cerca de 12%. A participação alcançou 59%, acima da de 2021, e próxima de níveis vistos antes da Revolução de 2018.
A disputa é marcada por alegações de irregularidades e por relatos de compras de votos e violação do segredo do sufrágio. Autoridades registraram dezenas de investigações e dezenas de detenções durante o período eleitoral, enquanto o escrutínio avança lentamente em alguns distritos.
A trajetória de Pashinián evidencia o afastamento da Rússia e o fortalecimento de laços com a União Europeia e outras potências ocidentais. A gestão de Nagorno Karabaj, tensões com o Azerbaijão e a reorientação estratégica de Armênia são temas centrais no debate público e moldam a percepção de eleitores sobre o futuro do país.
O resultado parcial reforça a posição do governo, mas as contagens seguintes serão cruciais para confirmar a tendência. A comissão eleitoral mantém o ritmo de divulgação de dados, com novos boletins esperados ao longo da madrugada, à medida que mais mesas são apuradas.
As eleições, vistas como decisivas para o papel da Armênia no Cáucaso, ocorrem em meio a uma moldura geopolítica de maior interação com a União Europeia e pressões de parceiros ocidentais. O desfecho definitivo deve depender do andamento do escrutínio nas próximas horas.
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