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EUA e Irã distantes de acordo 100 dias após início do conflito

Negociações EUA e Irã seguem travadas 100 dias após o início do conflito, com ativos iranianos congelados em jogo e risco para o cessar-fogo e o petróleo global

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com repórteres a bordo do Air Force One na última sexta-feira (05) a caminho de Wisconsin. Foto: Samuel Corum/Getty Images
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  • EUA e Irã não avançam em um acordo provisório para encerrar a guerra, há 100 dias, com impasse sobre ativos iranianos congelados e o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.
  • O Comando Central dos EUA derrubou dois drones iranianos que ameaçavam o tráfego no Estreito de Ormuz, points centrais para as exportações globais de energia.
  • Seis mísseis balísticos atingiram Barein e Kuwait e outros projéteis foram interceptados; navios não tripulados que se dirigiam a Ormuz também foram abatidos, e os EUA atingiram radares de vigilância costeira iranianos.
  • Paquistão atua como mediador regional; ministro do Interior paquistanês entregou uma carta do primeiro-ministro ao líder supremo do Irã, sem detalhes divulgados.
  • O impacto no petróleo persiste, com preços elevados; Trump disse que o Irã ainda mantém parte de seu arsenal de mísseis, e o cessar-fogo enfrenta novos testes com tensões no Líbano e no Golfo.

Na casa branca, Washington e Teerã seguem sem avanço significativo para um acordo provisório que encerre 100 dias de conflito envolvendo Israel, EUA e aliados na região. A discussão central envolve bilhões de dólares de ativos iranianos congelados e a escalada do confronto com o Hezbollah no Líbano.

A trégua tem sido frágil desde o seu anúncio, com novas ações militares elevando a tensão. Ataques aéreos e derrubadas de equipamentos continuam a impactar a infraestrutura regional e as rotas de comércio de energia. O clima entre as partes permanece de impasse.

O Paquistão tem atuado como mediador, com encontros entre autoridades paquistanesas e representantes de Teerã. O governo iraniano pediu a liberação de ativos para recompor perdas no Golfo, enquanto os EUA defendem uso distinto desses recursos.

Negociações e tensões

Segundo a aliança, o Comando Central dos EUA derrubou dois drones iranianos que ameaçavam o Estreito de Ormuz. Ormuz é crucial para o tráfego marítimo e as exportações globais de energia, tema central das conversas.

Na sexta, seis mísseis disparados contra Barein e Kuwait foram interceptados. Outras quatro embarcações não tripuladas foram abatidas em direção a Ormuz. Os Estados Unidos afirmam ter atuado contra radares iranianos em Goruk e Qeshm.

Desde 28 de fevereiro, quando ataques iniciaram, Teerã respondeu com mísseis, drones e ações contra alvos no Golfo. Países vizinhos, como Barein, Kuwait e Emirados, registraram danos e interrupções logísticas.

Repercussões políticas e econômicas

Trump afirmou que o Irã ainda dispõe de capacidade de mísseis e drones, estimando ~21% a 22% do arsenal inalterado. Ele também minimizou riscos de nuclear, durante entrevista e visitas a Wisconsin.

O cessar-fogo já enfrentou o maior teste com ataques iranianos que deixaram uma vítima no aeroporto do Kuwait e ferimentos. O Barein também foi alvo de incursões, elevando o custo político da trégua.

O mercado global de petróleo reagiu com alta, diante do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. O Brent ficou próximo de US$ 93 por barril, e o WTI superou US$ 90, sinalizando pressões inflacionárias potenciais.

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