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Görli é nosso jardim: berlinenses lutam contra parque fechado à noite

Justiça decide contra o cercamento noturno de Görlitzer Park; portões ficam abertos 24/7, ampliando o debate sobre segurança, uso de drogas e acesso público

A cyclist enters Görlitzer Park by one of the new gates
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  • O tribunal rejeitou a tentativa do prefeito Kai Wegner de fechar Görlitzer Park à noite com uma cerca de about €2 milhões, após decisão judicial.
  • A cerca com 16 portões ficou pronta e entrou em operação em 1º de março, mas as portas permanecem abertas 24 horas por dia.
  • Moradores e grupos de oposição dizem que a cerca não resolve o problema e defendem manter o parque aberto, buscando alternativas para enfrentar o consumo de drogas.
  • Críticos afirmam que a cerca desloca atividades ilícitas para áreas vizinhas e aumentam riscos para famílias que frequentam o espaço.
  • Wegner deve recorrer da decisão; o tema ocorre em meio a debates eleitorais sobre segurança e uso do espaço público.

A poucos dias de uma eleição provincial em Berlim, um parque central de Kreuzberg voltou a ficar no centro do debate público: Görlitzer Park, alvo de um cercamento noturno previsto pela prefeitura, ganhou apoio jurídico para permanecer aberto após uma decisão recente. A medida tinha como objetivo coibir tráfico de drogas e atividades associadas, segundo o governo municipal.

Cerca de 2 milhões de euros foram investidos na instalação de uma cerca metálica com 16 portões, que ficou concluída e em funcionamento em 1º de março. Na prática, porém, as portas permaneceram abertas 24 horas por dia após a decisão judicial divulgada na segunda-feira subsequente.

O que motivou a medida foi a percepção de que o parque frequentado por moradores, trabalhadores e famílias também recebia hábitos problemáticos. Mesmo assim, críticos afirmam que uma barreira não resolve o problema e desloca atividades ilícitas para áreas próximas, com relatos de uso de espaços públicos vizinhos.

Grupos contrários à cerca, como o movimento Görli Zaunfrei, destacam que o cercamento restringe o uso comunitário do espaço e defendem planos mais integrados, com apoio social e de saúde pública. Eles afirmam que a solução passa por serviços de redução de danos e maior financiamento para o enfrentamento do consumo de drogas.

A decisão judicial ocorreu em meio a debates sobre segurança pública e o papel de espaços urbanos na vida cotidiana de Berlim. O prefeito Kai Wegner, do CDU, anunciou que o Senado vai recorrer da decisão, que pode ser revista. Enquanto isso, moradores seguem divididos entre conservar o parque aberto e a pressão por medidas de segurança.

Entre os moradores, há relatos de impactos diretos: o fechamento temporário de áreas depende de como os bairros se organizam para manter atividades ao ar livre, como encontros comunitários e atividades com crianças. Parte da população vê a abertura como essencial para permitir passagem segura por ruas próximas.

A campanha local também destacou que a discussão envolve recursos públicos: muitos defendem que os 2 milhões investidos, somados aos custos de segurança estimados em 800 mil euros por ano, poderiam atender a centros de atendimento a dependentes, equipes sociais e espaços de consumo supervisionado.

Nos próximos meses, o tema deve continuar em evidência, com a eleição se aproximando e a oposição cobrando clareza sobre planos de longo prazo para Görlitzer Park. A prefeitura mantém a posição de buscar soluções que equilibrem segurança e uso comunitário do espaço.

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