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Primeiro-ministro vence eleição na Armênia após guinada ao Ocidente

Vitória de Pashinian com quarenta e oito porcento e oito décimos por cento consolida guinada da Armênia ao Ocidente, apesar de acusações de interferência russa e pressão sobre a oposição

O premiê da Armênia, Nikol Pashinyan, em 8 de junho de 2026. Foto: Karen Minasyan/AFP
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  • O partido Contrato Civil, de Nikol Pashinian, abriu vantagem histórica com 49,8% dos votos, segundo os primeiros resultados divulgados neste domingo (resultados oficiais foram atualizados na segunda-feira).
  • As demais forças ficaram em Armênia Forte, com 23,3%, Armênia Aliança, com 9,9%, e Armênia Próspera, com 4%.
  • A participação foi de 59% dos eleitores.
  • Pashinian prometeu seguir a aproximação com o Ocidente, sem abandonar relações com Moscou.
  • A Rússia acusou interferência externa, enquanto a União Europeia e a França destacaram o caminho de integração da Armênia com a Europa; o Comitê de Investigação informou 59 processos penais e nove prisões relacionadas a irregularidades eleitorais.

O partido Civil Contract, do primeiro-ministro Nikol Pashinian, venceu as eleições legislativas na Armênia com 49,8% dos votos, segundo os primeiros resultados anunciados nesta segunda-feira. A votação reforça a guinada do país, que busca maior alinhamento com o Ocidente, apesar de pressões da Rússia.

A participação foi de 59% e o Parlamento será completado por duas forças de oposição: a aliança Armenia de Kocharian, com 9,9%, e o partido Armenia Próspera, com 4%. O bloco Armênia Forte ficou com 23,3%. O resultado aponta vantagem significativa para o atual governo.

Pashinian celebrou a vitória como histórica e prometeu manter a aproximação com o Ocidente, sem abandonar laços com Moscou. A CDC afirmou que a eleição consolidou o desenvolvimento da Armênia e o equilíbrio entre Ocidente e Kremlin.

Resultados e contestações

A comissária eleitoral central informou a contagem dos votos e divulgou também dados sobre irregularidades alegadas. A equipe de Karapetian classificou a eleição como vergonhosa e denunciou repressão, alegando prisões de membros da campanha.

O Comitê de Investigação abriu 59 processos penais por supostas violações eleitorais, incluindo voto múltiplo, e deteve nove pessoas. A instituição confirmou as investigações em curso para apurar condutas entre eleitores e candidatos.

Reações internacionais

A UE, por meio de Ursula von der Leyen, afirmou apoio à Armênia, destacando a aproximação com a Europa. O presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou o interesse de acompanhar a adesão da Armênia a padrões europeus. A Rússia denunciou pressões sobre a oposição e interferência da UE.

Especialistas apontam que a Armênia, após tensões com Azeri e perdas territoriais, busca estabilizar sua posição regional ao ampliar relações com Bruxelas e Washington. O governo afirma seguir buscando equilíbrio entre parceiros ocidentais e laços com Moscou.

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