- O plenário do Tribunal Superior Eleitoral julga hoje a decisão do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa AtlasIntel realizada após o áudio entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- A suspensão ocorreu porque o ministro entendeu que o método poderia induzir o eleitor e gerava desvantagem para Flávio; a defesa do Partido Liberal acionou a Justiça contra a pesquisa.
- A AtlasIntel foi feita após a divulgação de áudios e mensagens entre Flávio e Vorcaro; o senador teria negociado 134 milhões de reais com o banqueiro para financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.
- O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que a reprodução do áudio ocorreu após o questionário e não tem impacto sobre cenários eleitorais; a empresa apresentará ao TSE documentação técnica em até dois dias.
- A pesquisa entrevistou 5.023 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
O plenário do TSE deve julgar hoje a decisão do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que suspendeu a pesquisa AtlasIntel após o áudio entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A medida foi tomada como liminar para interromper o levantamento em momento crítico da pré-campanha.
A decisão envolve o PL, que acionou a Justiça Eleitoral contra o estudo. A suspensão ocorre por suspeitas de indução de respostas e de desvantagem para o candidato Flávio Bolsonaro. A AtlasIntel realizou a pesquisa após a divulgação do áudio entre Flávio e Vorcaro.
A AtlasIntel foi realizada entre 13 e 18 de maio, com 5.023 eleitores entrevistados por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Contexto do caso
Ontem, o ministro Nunes Marques definiu a agenda para que o julgamento da liminar seja analisado pelos outros magistrados do TSE. O colegiado tem sete ministros e, para a maioria, são necessários quatro votos. O mérito do caso ainda não será analisado.
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, informou que a reprodução do áudio ocorreu após a conclusão do questionário e não afeta cenários eleitorais. A defesa do PL afirma que a pesquisa pode ter induzido o eleitor, o que embasou a ação na Justiça Eleitoral.
A AtlasIntel informou que respeita a decisão do TSE e que apresentará a documentação técnica solicitada. Em publicação recente, Roman disse que pretende recorrer da decisão caso seja necessário. O instituto reforçou que não reconhece viés político em seus levantamentos.
Especialistas apontam que o uso do áudio, ainda não validado pelo TSE, representaria uma novidade metodológica. A Corte deverá decidir sobre a validade da metodologia adotada pela AtlasIntel, sem, neste momento, julgar o mérito do caso.
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