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Michelle ignora campanha de Flávio Bolsonaro e frustra estratégia com eleitorado

Michelle Bolsonaro evita aceno explícito a Flávio em evento em Brasília e diz apoiar no “momento certo”, gerando ceticismo interno sobre a unidade da chapa

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Foto: Sergio Lima/AFP
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  • Durante o lançamento da pré-candidatura de Thiago Manzoni, em Brasília, Michelle Bolsonaro não fez aceno direto à candidatura de Flávio Bolsonaro.
  • Ela afirmou que apoiará o senador “no momento certo”, o que não atendeu às expectativas de demonstração de união da equipe de Flávio.
  • A campanha busca ampliar sinais de renovação e aproximação com o eleitorado feminino, com Celina Leão sugerindo que Michelle poderia chegar ao Planalto, mas, no DF, uma cadeira no Senado também foi mencionada.
  • A pesquisa Genial/Quaest aponta queda de Flávio na comparação com Lula em cenário de segundo turno (Lula 44% vs. Flávio 38%).
  • Entre os desdobramentos internos, o caso Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse entram no debate, reforçando a percepção de que Michelle poderia ampliar apoio feminino, o que a equipe ainda não conseguiu obter.

Michelle Bolsonaro mantém posição neutra diante da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, frustrando tentativa de alinhamento com eleitorado feminino. O episódio ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura de Thiago Manzoni à Câmara, em Brasília, na terça-feira 9, com a presença de autoridades locais e da comitiva bolsonarista.

Segundo relatos de bastidores, a equipe de Flávio esperava que a ex-primeira-dama fizesse um aceno explícito à candidatura presidencial do filho de Jair Bolsonaro. Ela, porém, não fez referências diretas ao projeto do senador. Em entrevista, Michelle afirmou que apoiará Bolsonaro “no momento certo”.

A resistência de Michelle repercutiu entre composições do núcleo da pré-campanha. As fontes afirmam que a estratégia de demonstrar unidade ganha importância diante de uma fase de maior exposição pública. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, chamou atenção ao dizer que Michelle poderia concorrer ao Planalto, mas que uma cadeira no Senado no DF seria possível.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira 10 aponta queda de desempenho de Flávio Bolsonaro em cenário contra Lula no segundo turno, com 38% ante 44% do petista. Outros levantamentos anteriores indicavam empate técnico entre eles. A coleta está registrada sob o número BR-07661/2026.

Nos bastidores, a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, também é tema de análise interna. Áudios mostraram o senador cobrando dinheiro para financiar o filme Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro. Em enquete da Quaest, a maioria considerou que Flávio errou ao buscar esse financiamento.

A equipe do senador busca ampliar pontes com lideranças femininas para sinalizar renovação. Entre as possibilidades, surgem nomes para a chapa presidencial e para comando da área econômica. Tereza Cristina, senadora pelo MS, é cotada para vice ou para a área econômica. Daniella Marques desponta como referência econômica, ligada à equipe de governo em construção.

Apesar da estratégia de revitalização, interlocutores ressaltam que o efeito depende de participação simbólica de Michelle. A narrativa interna sustenta que a anuência da ex-primeira-dama ajudaria a legitimar escolhas e reforçar o recado ao eleitorado feminino. Michelle segue priorizando a recuperação de Jair Bolsonaro, com engajamento presidencial deixado para momento oportuno.

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