- A Quaest aponta Lula com 39% das intenções de voto no 1º turno, seguido por Flávio Bolsonaro com 29%.
- Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada; Aécio Neves e Romeu Zema têm 2% cada; outros nomes ficam com 1%.
- A pesquisa é a primeira desde a divulgação de diálogos envolvendo Flávio Bolsonaro e após reunião com Donald Trump; também é o primeiro levantamento com Aécio Neves e Joaquim Barbosa entre os pré-candidatos.
- Foram ouvidas 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%.
- 63% dos entrevistados consideram a escolha do candidato definitiva, 36% ainda podem mudar de ideia até a eleição.
A Quaest divulgou nesta quarta-feira, 10 de junho, sua primeira pesquisa desde a divulgação dos diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, além do início de cobranças sobre medidas do governo dos EUA envolvendo o Brasil. O levantamento aponta Lula (PT) na liderança do 1º turno, com 39% das intenções de voto, à frente de Flávio Bolsonaro (PL), com 29%.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro é BR-07661/2026.
Pelo cenário, o apoio a Lula permaneceu estável em relação ao último levantamento de maio, quando também tinha 39%. Flávio Bolsonaro caiu de 33% para 29% no comparativo mensal, em meio a novos nomes na lista de pré-candidatos.
Principais números
Lula (PT) — 39%; Flávio Bolsonaro (PL) — 29%; Renan Santos (Missão) — 3%; Ronaldo Caiado (PSD) — 3%; Aécio Neves (PSDB) — 2%; Romeu Zema (Novo) — 2%.
Augusto Cury (Avante) — 1%; Joaquim Barbosa (DC) — 1%; Samara Martins (UP) — 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) — 0%; Edmilson Costa (PCB) — 0%; Heró Bezerra (PRTB) — 0%. Branco/nulo/não vai votar: 9%; Indecisos: 10%.
Contexto e desdobramentos
Entre os 13 candidatos citados na pesquisa, pela primeira vez aparecem Aécio Neves e Joaquim Barbosa entre os pré-candidatos. Barbosa é apresentado pela Democracia Cristã; Aécio já disputaria a Presidência pelo PSDB pela segunda vez.
O estudo ocorre após revelações de diálogos sobre supostos pedidos de recurso financeiro para apoio a filmes ligados a Bolsonaro. Também acontece em meio a encontros internacionais envolvendo Flávio Bolsonaro, como reunião com o ex-presidente Donald Trump, e a decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas, com novas medidas tarifárias.
Mesmo com o cenário de mudanças, a Quaest indica que 63% dos entrevistados consideram a escolha do candidato definitiva, enquanto 36% dizem que ainda podem mudar de ideia até a eleição.
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