- Aliados de Davi Alcolumbre tentam manter Rodrigo Pacheco como relator da PEC do fim da escala 6×1, mas ele não estaria muito disposto a aceitar.
- O Planalto vê a pauta como de interesse do governo, mas teme que o Senado trave e manche a atuação dos trabalhadores.
- Alcolumbre se reuniu com integrantes do governo, incluindo José Guimarães e Dario Durigan, em busca de retomar o diálogo entre Lula e o Senado.
- Auxiliares de Lula avaliam que pressão popular e calendário eleitoral podem pesar sobre o presidente do Senado, com senadores na disputa pela reeleição sentindo o custo político de manter o tema.
- No STF, Daniela Lima aponta clima de profunda desunião; Fachin divulgou nota pró-Moraes sob pressão, em meio a questionamentos sobre o caso da ex-deputada Carla Zambelli.
O debate sobre a nomeação do relator da PEC que encerra a escala 6×1 ganhou força nos bastidores do Senado, com aliados de Davi Alcolumbre tentando emplacar Rodrigo Pacheco no cargo. A ideia é destravar o trâmite da proposta, apontada como prioridade do governo, apesar de Pacheco ter sinalizado não aceitar com facilidade a função. A conversa ocorreu em meio a recuos no Palácio do Planalto e a pressão de senadores que buscam reeleição.
Aliados de Alcolumbre têm avaliado que a relatoria pode funcionar como ponte para retomar o diálogo com o governo. No entanto, interlocutores próximos ao ex-presidente do Senado indicaram que Pacheco não está disposto a assumir o papel. A mudança de tom institucional entre Planalto e Legislativo também é citada como entrave para o avanço da pauta.
Carla Araújo: negociação da pauta e clima no Planalto
A colunista aponta que Alcolumbre manteve encontros com ministros próximos ao Planalto, incluindo o titular da Secretaria de Relações Institucionais e o ministro da Fazenda, em momentos anteriores à discussão de pautas polêmicas. Segundo a análise, o Planalto vê a PEC como de interesse governista, mas teme o desgaste político caso o tema seja travado no Senado.
Segundo Araújo, há ressentimento entre o presidente do Senado e o Palácio do Planalto, com sinais de retorno gradual à relação institucional, sem compromissos públicos. A leitura entre auxiliares é de que a pressão popular e o calendário eleitoral podem impactar a decisão de manter ou não a pauta em tramitação.
Para a analista, a possibilidade de encontro entre Lula e Alcolumbre foi considerada improvável para este fim de semana, com mudanças na agenda que adiaram eventuais reuniões. A expectativa é que a pauta tenha movimento na próxima semana, caso haja quórum suficiente em Brasília.
Daniela Lima: STF desunido e nota pró-Moraes sob pressão
A comentarista descreve o STF como partido de clima de profunda desunião, com desconfiança entre ministros e desconforto institucional. Esse ambiente estaria influenciando a decisão de emitir uma nota de defesa ao ministro Alexandre de Moraes, em meio a críticas de autoridades internacionais sobre o caso de Carla Zambelli.
A pauta sugere que o ambiente interno do STF pesa sobre decisões públicas, com Fachin mantendo posicionamento firme em defesa de Moraes sob pressão externa. A situação reforça a dificuldade de coordenação entre os tribunais superiores e o governo em temas sensíveis.
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