- Em véspera do jogo do Brasil, presidenciáveis usam clima da Copa para pré-campanha; Lula destaca a seleção em tom de soberania.
- A peça publicitária de Lula contou com supervisão da Secretaria de Comunicação (Secom) e mistura cenas de torcedores, compras com Pix e o presidente em grandes eventos.
- O ex-governador Ronaldo Caiado lançou vídeo com IA mostrando-o no lugar de Cafu, reforçando sua alta aprovação em Goiás.
- Flávio Bolsonaro ainda não fez postagem sobre a Copa, mas utiliza imagens com a camisa em eventos de pré-campanha.
- Renan Santos, da Missão, critica a politicização da Copa, associando-a a Lula e à esquerda.
O clima de Copa do Mundo ganhou espaço na pré-campanha, com presidenciáveis aproveitando o evento para comunicar mensagens políticas. A movimentação ocorre às vésperas do jogo do Brasil e ainda envolve diferentes posições entre os candidatos.
O presidente Lula (PT) tem utilizado a imagem da seleção para reforçar o discurso de soberania nacional. Uma peça publicitária supervisionada pela Secom, com Sidônio Palmeira na condução, apresenta a frase Vai, Lula, joga pelo Brasil e mescla cenas de torcedores, compras com Pix e atos oficiais.
Para o Planalto, a estratégia seria uma continuação de uma linha iniciada em 2022, tentando dissociar a camisa da seleção do bolsonarismo. Em 2024, Lula já tinha postado uma foto com a camiseta no Palácio da Alvorada, reforçando a narrativa de identidade nacional.
Repercussões e desdobramentos
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) também investiu no tema, com um vídeo por IA em que figura pública substitui Cafu na entrega da taça, destacando a alta aprovação dele em Goiás. O conteúdo associa performance esportiva a liderança estadual.
Flávio Bolsonaro (PL) ainda não fez postagem específica sobre a Copa, mas mantém as cores da bandeira brasileira em eventos de pré-campanha e em publicações do Instagram. A ausência de posicionamento direto divide opiniões sobre a relação entre esporte e política.
Outros presidenciáveis, como Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB-MG), não realizaram postagens relacionadas ao campeonato até o fechamento deste texto. Renan Santos (Missão) criticou a politização da Copa, associando-a ao que chama de hegemonia da esquerda.
O candidato mais recente no cenário destacou o público jovem de direita, apontando a suposta desconexão da política com esse segmento. Ele criticou produções históricas sobre a Copa e questionou benefícios de ações ligadas ao passado político brasileiro.
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