- A polícia informou que 19 pessoas foram presas, incluindo um garoto de 16 anos, após duas noites de riots na Irlanda do Norte, em retaliação a um ataque com faca.
- Manifestantes de direita convocaram protestos em Belfast e Glasgow, com incêndios, bloqueios de vias e ataques a casas e veículos; as forças de segurança responderam com balas de plástico e água.
- Na véspera, autoridades pediram calma antes dos protestos anti‑racismo programados em Belfast e Glasgow.
- A vítima do ataque com faca, Stephen Ogilvie, segue em coma induzido e em estado grave; Hadi Alodid, de 30 anos, foi levado à justiça por tentativa de homicídio.
- MPs alertaram que desinformação online tem contribuído para distúrbios; o governo e a Ofcom foram acionados para responsabilizar plataformas digitais durante crises.
19 pessoas foram presas após dois dias de tumultos na Irlanda do Norte, incluindo um adolescente de 16 anos. A polícia informou que os incidentes ocorreram após um ataque com faca ocorrido no início da semana e instigaram protestos.
Os confrontos chegaram às ruas de diversas cidades, com carros incendiados, destruição de casas e bloqueios de vias. Autoridades atribuíram a ações a ativistas de direita que convocaram demonstrações em resposta ao ataque.
Na quarta-feira, a força policial utilizou balas de borracha e obra de água contra manifestantes que atiravam pedras e bombas de gasolina. O incidente teve início após mensagens de instigação veiculadas por redes sociais.
Desinformação online e respostas políticas
Preocupações sobre o papel das plataformas digitais surgiram com relatos de mensagens que incentivavam desordem. Um comitê de MPs denunciou a falha do governo em combater a desinformação online.
Chi Onwurah, presidente do comitê de ciência, inovação e tecnologia, afirmou que o unrest em Belfast expõe limitações na atuação contra a amplificação algorítmica de conteúdo enganoso. Ela pediu ações mais contundentes durante crises.
Em carta enviada à secretária de tecnologia, Liz Kendall, Onwurah disse que o Online Safety Act é inadequado e possui brechas regulatórias que precisam ser corrigidas.
A carta ainda recomenda que empresas de redes sociais tomem medidas para conter a amplificação algorítmica de conteúdo que possa incentivar desordem, incluindo informações falsas sobre incidentes.
Operação policial e contatos locais
O Serviço de Polícia da Irlanda do Norte PSNI descreveu a noite de quinta como bem mais calma, com distúrbios de menor gravidade em comparação aos dias anteriores. A polícia de Scotland também pediu contenção antes das marchas anti-racismo.
O vice-chefe de polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson, afirmou que a situação foi mais tranquila e que a operação policial continuará no fim de semana para manter a ordem pública.
Vítimas e casos judiciais
A vítima do ataque com faca, Stephen Ogilvie, sofreu cortes profundos e perdeu um olho. Ele permanece em coma induzido, em estado estável, conforme atualização de sexta-feira. Um suspeito, Hadi Alodid, de 30 anos, de Sudão, foi levado a julgamento nesta semana por tentativa de homicídio.
Protestos programados e mobilização comunitária
Diversas manifestações anti-racismo foram organizadas em resposta aos episódios. Um ato de solidariedade comunitária estava previsto para ocorrer em west Belfast, na sexta-feira, e uma demonstração intitulada Together Against Hate já havia sido marcada para Belfast City Hall no sábado.
Em Glasgow, a Stand Up to Racism Scotland convocou uma grande presença policial para acompanhar a manifestação prevista. O objetivo é evitar a repetição de distúrbios ocorridos na cidade na semana.
Observação final
Autoridades de ambas as regiões reiteraram a necessidade de atos pacíficos e legais durante as manifestações públicas. A polícia reforçou o compromisso com a segurança e pediu à população que evite confrontos e divulgue informações verificáveis.
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