- Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou ver indícios de interferência dos EUA nas eleições brasileiras por meio de grandes empresas de tecnologia.
- A declaração ocorreu em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira, 12, e integra a coordenação da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
- Lula e aliados veem possibilidade de ingerência externa, seja de forma direta pelo governo americano ou indiretamente via redes sociais e algoritmos.
- A bancada petista diz que o partido vai monitorar o ambiente virtual e tomar medidas políticas, jurídicas e denúncias, se houver tentativa de influência.
- O tema acompanha críticas de Lula a big techs, com defesa de regulamentação e de que essas empresas acumulam poder sobre dados e circulação de informações.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirma ver indícios de que os Estados Unidos podem interferir nas eleições brasileiras deste ano por meio das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Ele coordena a campanha de reeleição de Lula e sustenta que haverá uma tentativa de ingerência externa no pleito, conforme entrevista ao O Globo publicada nesta sexta-feira (12).
Segundo Edinho, há relatos de ingerência, pelo menos de empresas americanas, em eleições em outros países da América Latina. A avaliação é compartilhada por Lula e aliados, que mencionam a possibilidade de atuação externa para prejudicar a candidatura de Lula à prioridade do quarto mandato.
A legenda planeja monitorar o ambiente virtual durante o período eleitoral e reagir a situações que considere de influência externa. Lula tem defendido a regulamentação das big techs, acusando-as de concentrar poder sobre informações e redes, o que, na visão dele, pode impactar o processo democrático.
Entre os argumentos apresentados pela esquerda estão a preocupação com o uso de redes sociais para favorecer determinados discursos e a disseminação de informações enganosas. O discurso também reforça a ideia de que plataformas digitais podem ter papel estruturante na eleição, com expressão sobre o que chama de colonialismo digital.
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