- Bolsonaro teve piora nas crises de soluço, conforme relatório médico semanal apresentado ao STF, com piora nos dias 9 e 10 de junho.
- Foram administradas doses extras de medicamentos no limite terapêutico de segurança durante as crises.
- O ex-presidente deverá fazer novos exames para elucidação diagnóstica e ajuste de conduta: endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica.
- Apesar da crise, Bolsonaro permanece estável do ponto de vista cardiológico, com cansaço em esforços moderados e pressão arterial controlada; está em casa desde 24 de março.
- Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF o condenou a 27 anos e três meses de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve piora nas crises de soluço, segundo relatório médico semanal apresentado ao STF. O documento indica que as crises apresentaram uma “piora considerável” nos dias 9 e 10 de junho, com doses extras de medicamentos administradas dentro do limite terapêutico de segurança. O relato é assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado.
Antes dessa piora, Bolsonaro apresentou leve melhora. A necessidade de terapêutica adicional ocorreu após as crises, que exigiram ajuste no tratamento conforme a avaliação clínica realizada pelo médico responsável.
O médico informou que Bolsonaro deverá realizar novos exames para elucidação diagnóstica e ajuste de conduta. Entre os exames previstos estão endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica. Apesar da crise, o quadro cardiológico permanece estável, com cansaço moderado apenas em atividades mais intensas e pressão arterial sob controle.
Bolsonaro está em casa desde 24 de março, quando recebeu alta hospitalar após internação de duas semanas por pneumonia bacteriana. A transferência para domicilio ocorreu mediante decisão do ministro Alexandre de Moraes, citando problemas de saúde do ex-presidente. Anteriormente, ele havia sido mantido em regime de prisão na Papudinha, em Brasília.
Situação judicial
Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A Primeira Turma do STF considerou o ex-presidente e aliados responsáveis por participação em tentativa de golpe de Estado. A defesa ainda pode recorrer dentro dos prazos legais.
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