- O ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Marques de Carvalho, afirmou que não houve até o momento prova ou indícios de participação de parentes do presidente Lula no esquema de descontos indevidos no INSS.
- Sobre pessoas próximas ao presidente citadas no caso, como Fábio Luís Lula da Silva, Carvalho afirmou que a apuração avançou para responsabilização de quem for comprovado.
- O ministro informou que o esquema atingiu a atual gestão, com afastamentos, medidas cautelares e até prisões ou uso de tornozeleiras eletrônicas em cargos do governo.
- Ele disse que o esquema já existia e foi estruturado anteriormente, mas que este governo investigou, apurou e responsabilizou os envolvidos, sem tolerância.
- A apuração teve início no começo de 2024, durou menos de seis meses e contou com a atuação da Polícia Federal; Lula teria orientado uma investigação séria e sem perseguição.
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, disse não haver até o momento qualquer prova ou indício de participação de parentes do presidente Lula no esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. A declaração foi dada em entrevista ao Frente a Frente, do Canal UOL.
Carvalho observou que a apuração já avançou para a fase de responsabilização, destacando que, se surgirem elementos, a investigação alcançará qualquer pessoa envolvida, sem tratamento privilegiado a familiares do chefe do Executivo. A afirmação enfatiza o compromisso com a atuação da Justiça.
Segundo o ministro, o esquema atingiu a atual gestão, com afastamentos e medidas cautelares aplicadas a indivíduos que ocupavam cargos no governo. Ele ressaltou que a gravidade do problema exige reconhecer o ocorrido e adotar ações preventivas para evitar recorrências.
O ministro afirmou que o esquema já existia e possuía estrutura anterior, mas reforçou que foi o governo em exercício que investigou, apurou e responsabilizou os envolvidos. Sobre a atuação da CGU, Carvalho disse não haver constrangimento institucional para cumprir o papel de controle interno.
Ao reconstituir o início da apuração, Carvalho mencionou que a CGU decidiu conduzir a investigação até o fim ao receber, no início de 2024, informações sobre aumento de arrecadação e possíveis irregularidades nos descontos no INSS. A auditoria durou menos de seis meses, com a Polícia Federal acionada durante o trabalho técnico.
Para o ministro, o governo precisou lidar com o impacto político de revelar um escândalo antigo, evitando atribuir culpas indevidas às instituições que detectaram o problema. A CGU busca ampliar instrumentos de detecção e prevenção de irregularidades em órgãos públicos.
Carvalho afirmou ainda que o presidente Lula orientou a condução de uma investigação séria e sem perseguições, com foco na avaliação objetiva dos fatos e na eventual remessa ao Judiciário ou ao Ministério Público quando a apuração estiver concluída.
Frente a Frente conta com as análises dos colunistas Daniela Lima e Fábio Zanini sobre o cenário político nacional e os desdobramentos para as eleições de 2026. O programa está disponível ao vivo em diferentes plataformas, com transmissão pela home do UOL, YouTube e Facebook.
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