- Críticos de GB News são vistos, por Michael Grade, como parte de um “consenso liberal de Islington” que busca limitar a liberdade de expressão.
- Grade, ex-presidente da Ofcom, disse ter saudado a chegada do canal há cinco anos em nome da pluralidade.
- Ele afirmou que não dar voz à maioria branca pode comprometer a integração social no Reino Unido.
- Ofcom recebe reclamações sobre GB News; o canal afirma cumprir as regras de transmissão.
- Grade comentou a entrevista com Donald Trump, considerou “não a melhor hora do jornalismo” e afirmou que mudanças nas regras exigiriam alteração legal.
Criticismo sobre GB News volta a colocar em debate a imparcialidade e o papel de veículos de direita na imprensa britânica. Michael Grade, ex-presidente do regulador de comunicações Ofcom, afirma que a chegada do canal contribuiu para a pluralidade no debate público.
Segundo Grade, a percepção de que há uma voz única na cobertura de noticias foi contestada por quem defende uma diversidade de perspectivas. Ele sustenta que a existência de um veículo com posição conservadora é relevante para o equilíbrio midiático.
O ex-órgão regulador tem sido alvo de questionamentos sobre como aplicou as regras de imparcialidade em relação ao GB News, especialmente diante de críticas a apresentações e convidados com viés político.
O papel de Ofcom e as críticas à imparcialidade
Grade defende que as regras de imparcialidade permitem diferentes opiniões ao longo da programação, desde que não haja desvio de obrigação de notícia. Ele argumenta que proibir políticos de apresentarem programas seria radical.
O ex-presidente também afastou a ideia de tratamento diferencial entre GB News e maior clubes de imprensa estabelecidos, destacando a necessidade de julgar cada caso pela sua natureza de formato — debate ou jornalismo puro.
Intervenções e controvérsias envolvendo entrevistas
A condução de uma entrevista com o ex-presidente americano Donald Trump no GB News gerou investigações da Ofcom sobre repetições do conteúdo. Grade reconhece que a entrevista não representou o melhor da prática jornalística, mas afirma que houve um debate posterior com críticos.
Para a defesa das regras, Grade afirma que a imparcialidade é um objetivo a ser constantemente buscado, não uma condição estática. Ele sustenta que qualquer alteração legal deveria ser feita pelo governo.
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