- Macron molda a agenda do G7 em Évian-les-Bains para agradar o convidado de honra, Donald Trump, que pode não ficar os três dias.
- Trump deixou o encontro anterior mais cedo e há risco de interromper as sessões; há recompensa prevista, como um jantar em Versalhes, se ficar até o final.
- Zelensky estará presente; temas centrais incluem Ucrânia, Gaza e Irã, com França buscando papel maior da Europa na solução dos conflitos; não haverá comunicado conjunto, apenas um sumário do presidente francês.
- Dados econômicos globais ajudam a contextualizar o encontro: o Banco Mundial revisou queda de crescimento mundial para 2,5% neste ano; inflação e Prices de fertilizantes/commodities sobem, atingindo os mais pobres.
- A agenda climática tradicional fica de fora para evitar controvérsia; Macron propõe discutir desequilíbrios econômicos globais e a relação com subvenções chinesas, buscando cooperação europeia sem enfrentar diretamente Pequim.
Emmanuel Macron recebeu os líderes do G7 em Évian-les-Bains, na França, para a cimeira de três dias. O anfitrião tenta moldar a agenda de forma a acomodar o convidado de honra, o presidente dos EUA, com a expectativa de que Donald Trump permaneça durante todo o encontro. A incerteza sobre a duração da participação de Trump persiste.
O presidente francês adiou o início da reunião para coincidir com o aniversário de Trump e oferecer um jantar em Versalhes caso ele permaneça os três dias. A estrutura da cúpula prevê comunicados sucintos após cada sessão e um resumo do presidente francês sobre as discussões, principalmente sobre Gaza e Irã.
Trump deixou a última cúpula do G7 em atraso, com críticas a Macron no passado. Desta vez, ele pode tentar pressionar pela liberdade de navegação no estreito de Hormuz e por uma eventual atuação militar, ao mesmo tempo em que observa desdobramentos no conflito israelense-iraniano. As alianças e as consequências econômicas também ocupam o centro das conversas.
Participantes e objetivos
- O G7 reúne Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA, sob a liderança de Macron como anfitrião. O grupo busca coordenação sobre Ucrânia, Gaza, Irã e temas econômicos globais.
- Macron pretende manter Europa com papel mais ativo na mediação dos conflitos, ao mesmo tempo em que promove diálogo sobre cadeias de suprimento de minerais críticos, inteligência artificial e parcerias de desenvolvimento.
Economia e comércio
- Fontes internacionais indicam que a inflação e o aumento de preços de alimentos e fertilizantes devem pressionar países pobres. O Banco Mundial revisou para baixo suas perspectivas de crescimento global, citando impactos econômicos contínuos da crise.
- Observa-se preocupação com tarifas, cadeias de suprimentos e investimento público, com atenção especial a políticas da China e ao papel da Europa na resposta a desequilíbrios comerciais.
Contexto geopolítico
- Zelenskyy deve participar da sessão na terça-feira, reforçando a posição da Ucrânia diante da escalada do conflito e das pressões sobre os aliados ocidentais.
- O tema Gaza volta ao centro, com França buscando avanços diplomáticos sem uma declaração conjunta entre líderes. Um sumário da presidência francesa deverá refletir acordos mínimos entre as nações presentes.
Observações finais
- A agenda exclui uma cimeira climática específica, mas mantém foco em estabilidade econômica, defesa e soluções diplomáticas para crises regionais.
- A organização pretende evitar rixas públicas e manter um tom técnico nas declarações oficiais, com ênfase na cooperação multilateral.
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