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Oficial de filial do One Nation defende Hitler Youth e chama aborígenes de pedra

Oficial da One Nation em Brisbane defendeu Hitler Youth e proferiu ataques racistas contra aborígenes e migrantes

One Nation branch official John Drew has repeatedly posted deeply offensive and racist language about Aboriginal people and migrants to his Facebook account.
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  • Guardian revelou que John Drew, que já defendeu a Hitler Youth e fez ataques racistas contra aborígenes e migrantes, trabalha como “policy development officer” para a One Nation, na filial de Brisbane, desde o fim do ano passado, enquanto a sigla afirma usar a ferramenta de checagem Operation Obsidian.
  • Drew já ocupou cargos em partidos de direita, atuou como secretário da Queensland do Australia First e coordenador nacional do Patriotic Youth League, com vínculos a uma organização neonazista norte‑americana; ele afirma ter sido expulso da One Nation há mais de vinte anos por ser “radical”.
  • Em redes sociais, ele chamou aborígenes de termos ofensivos e disse que muitos são mentalmente doentes; também criticou campanhas de reconhecimento indígena e apoiou a ideia de políticas de “White Australia”.
  • Entre 2022 e 2024, ele publicou mensagens sobre pessoas públicas, como Cathy Freeman e Mehreen Faruqi, com ataques racistas, além de elogiar políticas de imigração restritivas e classificar imigrantes como problemáticos.
  • A One Nation afirma que utiliza ferramentas de verificação de candidatos e funcionários, enquanto Pauline Hanson sustenta que houve infiltrações de extremistas; a notícia envolve controvérsias internas e o papel de Drew na estrutura do partido.

Um funcionário de uma das filiais do partido One Nation no Queensland está sob escrutínio após a divulgação de mensagens e posições consideradas racistas. A reportagem aponta que John Drew atua como gerente de desenvolvimento de políticas na filial de Brisbane desde o fim do ano passado.

Drew já ocupou cargos em outros grupos de direita, incluindo o Australia First e a Patriotic Youth League. Segundo a apuração, ele afirma ter sido expulso do One Nation há mais de duas décadas por ser considerado excessivamente radical, mas atualmente mantém a posição na liderança local.

As informações indicam que Drew repetidamente usa linguagem ofensiva sobre povos indígenas e migrantes em suas redes sociais. Em publicações distintas, ele fez ataques a Aborígenes e questionou a integração de migrantes, além de elogiar ideias associadas a políticas de imigração rígidas.

A matéria detalha ainda que Drew esteve envolvido em atividades de campanha e em funções de recrutamento para o partido, incluindo participação em eventos com a senadora Pauline Hanson. Relatos indicam que ele tem uma relação de longa data com a One Nation, segundo suas próprias afirmações.

One Nation divulgou que está implementando mecanismos de avaliação de candidatos e membros, sob o nome operacional Obsidian, para evitar infiltrações de perfis problemáticos. A seção de Queensland foi apresentada como exemplo de supervisão contínua do partido.

A defesa de Drew de ideias associadas à disciplina de fronteiras e à suposta necessidade de políticas de imigração mais restritas é acompanhada por críticas de organizações e instituições que já apontaram vínculos com grupos de extrema direita no passado. A reportagem não é conclusiva sobre a extensão de sua influência dentro da estrutura partidária.

A One Nation não comentou o caso até o momento, segundo a apuração. A situação ocorre em meio a debates internos sobre tolerância a posições extremas e a necessidade de uma reforma de avaliação de membros em várias filiais, conforme relatos de imprensa.

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