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Romário concilia função de comentarista da Copa com mandato de senador

Romário concilia mandato no Senado com atuação como comentarista da Copa, atuando em jogos específicos e podendo acompanhar sessões remotamente

O senador Romário (PL-RJ)
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  • Romário, comentarista da Copa pelo canal CazéTV, também atua como senador pelo PL-RJ, conforme informou seu gabinete após questionamento do UOL.
  • Ele afirmou que seguirá no mandato durante toda a Copa e que ficará apenas em alguns jogos como comentarista, atividade privada compatível com as funções públicas.
  • O Senado não tem sessões presenciais marcadas até a final da Copa, em 19 de julho; diz-se que a Copa e festas juninas ajudam a justificar participação remota.
  • Romário retornou de licença dois meses atrás; o suplente Bruno Bonetti o substituiu durante o afastamento iniciado em dezembro por assunto de interesse particular.
  • As regras de licença permitem até cento e vinte dias sem remuneração para assuntos particulares; afastamentos acima disso podem implicar perda do mandato; Romário já teve outra licença em 10 de dezembro de 2025 por tratamento médico.

Romário, ex-jogador e atual senador pelo PL do Rio, foi contratado como comentarista da Copa pelo canal CazéTV. A informação foi divulgada pelo gabinete do parlamentar após questionamento do portal UOL.

Romário afirmou que seguirá no mandato durante todo o período da Copa. Em nota, disse que atuará como comentarista apenas em alguns jogos e que essa atividade privada é compatível com as funções no Senado.

Ainda sobre o andamento da Copa, o Senado não tem sessões deliberativas presenciais marcadas até a final da competição, em 19 de julho. A assessoria comenta que eventos da Copa e festas juninas ajudam a flexibilizar a presença, com possibilidade de participação remota.

Licenças e regras do Senado

O senador retomou o cargo dois meses atrás, em abril, após ter ficado afastado desde dezembro para tratar de assuntos de interesse particular. O suplente Bruno Bonetti (PL-RJ) o substituiu nesse período.

O regimento do Senado prevê que afastamentos por saúde ou para ocupar cargos não têm limites. Licenças para tratar de assuntos particulares seguem até 120 dias, sem remuneração; o salário fica com o suplente. Afastamentos acima de 120 dias podem implicar perda de mandato.

Além do afastamento iniciado em dezembro de 2025, Romário teve apenas outra licença concedida, em 10 de dezembro do mesmo ano, por tratamento médico. A data coincide com o início do período de afastamento de quatro meses.

Há sete requerimentos de justificações de ausência em análise, com a maioria relacionada a compromissos políticos no Rio. Outros dois ainda não foram aprovados, enquanto oito requerimentos já foram negados.

Romário atua na Câmara Alta desde 2015 e foi eleito originalmente com mais de 4,5 milhões de votos. Em 2022, foi reeleito pelo PL-RJ com mais de 2 milhões de votos. O ex-jogador foi peça-chave na conquista do tetracampeonato pela seleção brasileira.

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