- Donald Trump disse que o estreito de Hormuz ficará “completamente aberto” a partir de sexta-feira, como o acordo com o Irã é assinado, enquanto líderes do G7 tentam manter o pacto estável.
- O acordo inclui a abertura do estreito de Hormuz em troca do fim da intervenção naval dos Estados Unidos, mas há questões em aberto sobre cobranças de taxas pelo tráfego e sobre violações israelenses do cessar-fogo no Líbano.
- O memorando deverá ser formalmente assinado em geneva na sexta-feira, com a participação do vice-presidente e do principal negociador iraniano; detalhes foram prometidos nas próximas 24 a 48 horas.
- Até o momento, nenhum valor de ativos congelados foi desbloqueado e não há redução imediata da presença militar dos EUA durante as negociações.
- Críticos na Europa destacam riscos para a economia global e para a estabilidade do Oriente Médio, especialmente se o cessar-fogo no Líbano não for respeitado e se houver desfechos sobre o programa nuclear iraniano.
Donald Trump declarou que o estreito de Hormuz ficará totalmente aberto a partir desta sexta-feira, durante a cúpula do G7 em Évian-les-Bains. O acordo com o Irã é visto pelos EUA como essencial para evitar novas escaladas e manter livre passagem marítima.
O memorando para abrir o estreito é parte de um acordo mais amplo que envolve a suspensão temporária do bloqueio naval ao Irã. Em Geneva, uma cerimônia prevista para sexta-feira deve formalizar o acordo, com a participação do vice-presidente dos EUA e do principal negociador iraniano.
Na cúpula, líderes discutem a viabilidade do acordo diante de tensões no Líbano e de denúncias de que Israel violou um cessar-fogo. Analistas questionam se o regime de sanções poderá ser aliviado sem comprometer o programa nuclear iraniano.
Desdobramentos políticos e militares
Autoridades dos EUA indicam que as negociações técnicas, lideradas pelo vice-ministro americano, vão tratar do programa nuclear, de salvaguardas e de possíveis gestos iniciais de cooperação. Não há detalhes sobre liberação de ativos até o momento.
Fontes oficiais afirmam que não haverá retirada imediata de tropas americanas da região durante as negociações, mantendo a postura atual. O objetivo é que o Irã cumpra seus compromissos como condição para avanços.
O chanceler alemão e a presidente da Comissão Europeia alertam sobre a necessidade de cumprir o cessar-fogo no Líbano. A tensão aumentou após ataques aéreos e mortes na região, alimentando dúvidas sobre a estabilidade regional.
Analistas lembram que a situação é sensível para a economia global, com impactos esperados em preços do petróleo. Discussões sobre a presença de uma força naval europeia na região permanecem incertas frente a resistências iranianas.
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