- Kim Leadbeater, irmã de Jo Cox e atual deputada do Partido Trabalhista, diz que o ódio político e a divisão no Reino Unido estão, provavelmente, piores hoje do que no período do Brexit.
- Ela participou do podcast Today in Focus e afirmou que toda pessoa em posição pública tem responsabilidade de reduzir tensões, citando o caso de Henry Nowak e distúrbios em Southampton.
- Leadbeater reforçou que as vozes que pregam a divisão são minoritárias, mas muito barulhentas, e pediu que outras pessoas “afogassem” essas narrativas, mostrando as boas histórias do país.
- O líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, disse que os valores de Cox — que temos mais em comum do que o que nos separa — seguem sendo desafiados e que é preciso combater o ódio para unir a sociedade.
- Cox foi assassinada em quinze de junho de dois mil e dezesseis, aos 41 anos, pouco antes do referendo do Brexit; Leadbeater entrou na política após vencer uma eleição suplementar em mil e vinte e um para a cadeira de Batley e Spen.
Kim Leadbeater, atual deputada trabalhista, afirma que o ódio político e a divisão no Reino Unido podem estar em seus níveis mais altos desde o referendo Brexit, em referência à morte da irmã Jo Cox. A fala ocorreu em entrevista ao podcast Today in Focus.
Leadbeater, eleita para o mesmo reduto de Cox em 2021, destaca que todos os atores públicos têm obrigação de reduzir tensões e promover narrativas positivas sobre o país. O tema ganha relevância com o aniversário de 10 anos do crime.
Ela lembrou o assassinato de Jo Cox, ocorrida em 16 de junho de 2016, por um extremista de direita, antes do plebiscito. Segundo a parlamentar, houve um período de maior empatia que não se manteve, agravando a divisão.
Contexto e desdobramentos
Keir Starmer ressaltou que os valores defendidos por Cox continuam úteis, principalmente a ideia de que temos mais pontos em comum do que aquilo que nos divide. A mensagem é manter a coesão social.
Leadbeater disse que a responsabilidade pela mudança cabe a todos, incluindo políticos. Em relação ao assassinato de Henry Nowak, mencionou que a família pediu para não usar o ocorrido para dividir comunidades.
O caso de Nowak, seguido de confrontos em Southampton, evidencia que vozes que promovem a divisão são minoritárias, mas podem ter grande permeabilidade. A parlamentar afirma a necessidade de amplificar narrativas que promovam união.
Ela enfatizou que, apesar da raiva, é possível transformar o sentimento em ações positivas para a sociedade. Leadbeater reputa a convivência pacífica como objetivo essencial do país.
A governança pública, segundo a deputada, precisa enfrentar extremismos sem manter o debate sob a polarização, reconhecendo a gravidade dos ataques contra o legado de Cox e a violência política em geral.
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